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terça-feira, 26 de julho de 2022

Quem foi Daniella Perez, assassinada no auge de sua carreira como atriz na Globo

 Morta quando estava no ar em 'De Corpo e Alma', filha de Gloria Perez é lembrada na série 'Pacto Brutal', da HBO Max


Foto Foto: Reprodução/Twitter


A estreia de "Pacto Brutal", minissérie documental em cinco episódios sobre o assassinato de Daniella Perez que estreia nesta quinta-feira, joga luz sobre a vida da atriz e bailarina, que morreu aos 22 anos, em 28 de dezembro de 1992.

Seu corpo foi encontrado pela polícia, ao lado de seu carro, num matagal de uma então pouco adensada Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, com 18 perfurações, a maioria concentradas na região do coração. O relato de uma testemunha levou a polícia a Guilherme de Pádua, colega de elenco da vítima, e à mulher dele, Paula Thomaz.

Daniella era a filha primogênita de Gloria Perez, hoje uma autora consagrada de novelas na TV Globo. Nasceu no Rio de Janeiro, em agosto de 1970 e desde cedo mostrou talento para o balé. Tanto é que chegou a dançar profissionalmente na companhia da coreógrafa Carlota Portella.

Seu talento para a dança a levou à sua primeira participação especial na TV, bailando na abertura da novela "Kananga do Japão", da extinta Manchete, que foi ao ar no final dos anos 1980. Foi nos bastidores desse folhetim que ela conheceu Raul Gazolla, com quem se casaria em 1990.

Gloria Perez conta na série "Pacto Brutal" que aquela experiência a abriu para tentar a carreira de atriz. Em 1990 sua filha ganhou o seu primeiro papel de atriz, como coadjuvante na trama de "Barriga de Aluguel", da faixa das seis da tarde da Globo. O enredo contava com Claudia Abreu no papel de uma jovem que empresta o útero para gerar o filho do casal vivido por Cássia Kis e Victor Fasano.

Em "Barriga de Aluguel", escrita por sua mãe, Daniella Perez interpretava Clô, que era uma das dançarinas do Café Copacabana, onde parte da trama era encenada. Foi ali que começou a a amizade entre a atriz e Eri Johnson, com quem voltaria a contracenar dois anos depois, em "De Corpo e Alma". O ator seria um dos nomes mais ativos a dar declarações no desenrolar do assassinato da amiga.

Na época, Daniella Perez chegou a comentar o fato de atuar numa trama que tinha a sua mãe como autora. "No começo, o fato de estar em 'Barriga de Aluguel' me incomodava muito", disse ela à revista Amiga TV, em 1991. "Eu, que nunca tinha feito nada como atriz, achava que estava tirando o lugar de alguém que realmente tivesse talento."

Seu primeiro papel de destaque se daria no trabalho seguinte, "O Dono do Mundo", enredo de Gilberto Braga para o horário das oito. A história acompanhava um médico inescrupuloso, vivido por Antônio Fagundes, que tinha fixação na virginal Márcia, interpretada por Malu Mader.

Nessa novela, que foi ao ar em 1991, Daniella Perez vivia Yara, irmã mais nova de Stella, papel de Glória Pires, que, por sua vez era casada com o personagem de Fagundes. As duas irmãs eram filhas de um ricaço encarnado por Stênio Garcia.

Tanto ele quanto Daniella Perez, aliás, voltariam a repetir o papel de pai e filha na produção seguinte de ambos, que foi "De Corpo e Alma", no ar a partir de meados de 1992.

Com essa novela, Gloria Perez, discípula de Janete Clair, assumia a sua primeira trama das oito em voo solo na Globo. O enredo principal girava em torno de Paloma, que recebia o coração transplantado de outra mulher, Betina, grande amor de Diogo, papel de Tarcísio Meira. Os dois acabavam se apaixonando, numa narrativa que ainda tratava da ascensão dos góticos e do fenômeno dos clubes das mulheres, com strippers masculinos.

Daniella Perez não era a protagonista da trama escrita por sua mãe, mas fazia um papel de destaque e que caiu no gosto popular –Yasmin, jovem cheia de personalidade que vivia um romance com Caio, interpretado por Fábio Assunção, que por sua vez deixava os papéis teen para se consagrar como galã.

Yasmin, na trama, tinha um envolvimento com Bira, motorista de ônibus vivido pelo ator Guilherme de Pádua, iniciante em seus 22 anos, que fazia em "De Corpo e Alma" o seu primeiro grande trabalho na TV.

Na noite de 28 de dezembro de 1992, o corpo de Daniella Perez foi encontrado num matagal, atingido por cerca de 18 estocadas que feriram seus pulmões e o coração.

A polícia chegou até Guilherme de Pádua por causa de uma testemunha que teria visto o seu carro, com a chapa adulterada, na cena do crime, pouco antes de o corpo da atriz ter sido deixado ali. A Justiça concluiu que o ator e sua mulher armaram uma emboscada contra a vítima. Ambos foram condenados por homicídio qualificado a uma pena de pouco menos de 20 anos de prisão.

Há cinco anos, o ex-ator se tornou pastor da Igreja Batista da Lagoinha, em sua cidade natal, Belo Horizonte. Guilherme de Pádua concedeu poucas entrevistas sobre o caso, mas seu nome sempre reaparece por aí, como quando criou um canal no YouTube para falar de sua conversão religiosa. Numa de suas últimas aparições públicas, em 2020, foi às ruas num protesto pró-Bolsonaro.

Em 1993, quando foi ao ar a última gravação de Daniella Perez em "De Corpo e Alma", seus colegas de elenco quebraram a quarta parede para prestar homenagens, exibidas no fim do capítulo. E, quando a novela acabou de vez, em março daquele ano, mais uma vez exibiram um compilado de cenas da atriz.

"Pacto Brutal - O Assassinato de Daniella Perez"

Onde: Minissérie em cinco episódios disponíveis a partir de quinta (21), na HBO Max

Classificação: 16 anos

Produção: Brasil, 2022

Direção: Tatiana Issa e Guto Barra

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Notícias de uma Guerra Particular - Rio de Janeiro -1993 à 1998

Enviado em 22/09/2011
• Notícias de uma Guerra Particular traz cenas desconcertantes, como o garoto de dez anos que diz ter prazer em estar perto da morte, o policial que se orgulha em matar, e as crianças que sabem de cor os nomes das armas e suas siglas.
• Eleito um dos melhores filmes brasileiros contemporâneos pela Revista de Cinema e vencedor da competição nacional de documentário do festival É Tudo Verdade, "Notícias de uma Guerra Particular" é um amplo e contundente retrato da violência no Rio de Janeiro. Flagrantes do cotidiano das favelas dominadas pelo tráfego de drogas alternam-se e entrevistas com todos os envolvidos no conflito entre traficantes e policiais -- incluindo moradores que vivem no meio do fogo cruzado e especialistas em segurança pública. A realidade da violência é apresentada sem meios-tons e da forma mais abrangente possível, tornando patente o absurdo de uma guerra sem fim e sem vencedores possíveis.

Foi produzido entre 1999 a 2000. Produção
Direção Kátia Lund / João Moreira Salles
Roteiro Kátia Lund / João Moreira Salles
Elenco original
Nilton Cerqueira
Carlos Luís Gregório
Paulo Lins
Hélio Luz
Rodrigo Pimentel
Itamar Silva

• News from a Private War brings disturbing scenes, like the ten year old boy who says he is happy to be close to death, the police officer who takes pride in killing, and children know by heart the names of weapons and their acronyms.
• Voted one of the best films by contemporary Brazilian Cinema Magazine and winner of the national competition of the festival's documentary It's All True, "News from a Private War" is a broad and compelling portrait of the violence in Rio de Janeiro. Candid shots of everyday favelas dominated by drug trafficking alternate and interviews with everyone involved in the conflict between traffickers and police - including residents living in the crossfire and experts in public safety. The reality of violence is presented without halftones, and as comprehensively as possible, making clear the absurdity of a war without end and without possible winners.


sábado, 7 de setembro de 2013

A História de Adolf Hitler

Sinopse: Uma das figuras mais odiadas da história, o austríaco Adolf Hitler, não só matou mais de 6 milhões de judeus, mas também devastou toda a Europa. Nasceu em Branau em 20 de abril de 1889, no seio de uma família problemática, pois foi filho bastardo de um pai judeu que não o reconheceu. Quando jovem sonhou ser um renomado pintor, mas foi reprovado no exame para a Academia de Belas Artes de Viena. Passou fome e morou em albergues. Na Primeira Guerra Mundial foi simplesmente cabo, porém, foi condecorado duas vezes com a Cruz de Ferro. Em 1920, ingressou no Partido dos Trabalhadores da Alemanha, o qual logo transformou numa organização paramilitar. Em 8 de novembro de 1923, por incitar o governo da Bavária contra a República de Weimar, foi condenado a 5 anos de cadeia, onde escreveu seu famoso livro Minha Luta, que se tornou uma bíblia para os nazistas.

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