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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Pai de zagueiro da Chapecoense ataca piloto da LaMia em entrevista: "Lixo de gente"



Osmar Machado, pai de Filipe, se revolta com plano adotado por Miguel Quiroga na viagem. Grêmio oferece velório a jogador, revelado pelo Internacional.
Uma tristeza amplificada pela revolta. Ou uma revolta que aumenta a tristeza. As duas definições explicam o sentimento de Osmar, que no dia de seu aniversário recebeu a notícia de que seu filho, o zagueiro Filipe Machado, estava entre as vítimas do voo que matou 19 atletas da Chapecoense na Colômbia. Enquanto tenta conviver com a dor da perda, ele se debruça sobre as prováveis causas do acidente e mostra-se indignado ao saber que muito possivelmente o piloto e proprietário da companhia aérea LaMia, Miguel Quiroga, fez o voo de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, para Medellín, com a aeronave no limite da autonomia de combustível.

- Não estou preocupado com dinheiro. Eu não tenho muito dinheiro. Mas meu filho, uma pessoa maravilhosa, fez o seguro para a minha nora. Nesse período na Europa, conseguiu comprar alguma coisa. Mas e outras pessoas que estão ali dentro? O seguro é muito bom quando se compra, mas quando paga é uma porcaria. Eu nem sei se esse cara fez seguro. Eu sei que a Chapecoense fez um seguro de vida e vão receber salário por 12 meses. Mas e a companhia? Os caras vão, de repente, criar obstáculos para não pagar. Não vou me preocupar com esse lixo de gente, esse monstro. Não vou fazer nada. Você imagina o momento que tiver uma audiência e eu tiver ouvir o nome desse estrume que fez o que fez com o meu filho - disse Osmar.

- Ele (piloto) deveria saber que o combustível não daria. E por que esse idiota não parou para abastecer? Eu já acho que todo homem tem seu preço, e ele é o mais barato de todos. Pela atitude que ele tomou. Eu não sei a situação que o clube contratou. Eu não tenho como condenar o clube - completou Osmar Machado.

O pai do zagueiro da Chapecoense ainda desabafou ao referir-se ao fato de que uma parada para abastecimento durante o trajeto representaria um custo maior para a empresa aérea.

- Porque o currículo dele era ótimo. Mas a única coisa que ele precisava era ter abastecido. Diminuiria o lucro dele. A ganância, e o que criou? Todas as pessoas mortas, e ele morreu. Ele deveria ter ficado vivo para ouvir de todos nós essa situação. E ter entendido a palhaçada, a atitude, a ignorância e o assassinato que ele fez.

Depois de ser velado neste sábado, na Arena Condá, com os demais integrantes da Chapecoense, o corpo de Filipe Machado será levado a Porto Alegre para velório no Grêmio, clube pelo qual o zagueiro nunca atuou. Osmar explicou que, num segundo momento, a família foi procurada pelo Internacional, que revelou Filipe em suas categorias de base.

- Não conseguimos lugar em Gravataí (cidade natal do jogador, no Rio Grande do Sul), então o Grêmio se dispôs para fazer lá ao lado do Matheus Biteco. O Inter nos procurou depois, mas já estava tudo resolvido. Não deu tempo - explicou Osmar Machado.

Fonte: G1

PREFEITURA DE CHAPECÓ QUER MUSEU DE CERA COM VÍTIMAS DO ACIDENTE DA CHAPECOENSE

Jornalistas, jogadores e equipe mortos na tragédia com avião da LaMia serão eternizados e homenageados em Santa Catarina.



O ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues, quer homenagear e eternizar todas as vítimas fatais do acidente com avião da LaMia construindo um museu de cera na área externa da Arena Condá. Jogadores, jornalistas e equipe técnica ganhariam bonecos de cera em tamanho real.


"Nós precisamos eternizar os atletas, dirigentes e colega de imprensa. A melhor maneira é construir um museu de cera, aqui, anexo ao estádio. Com os recursos, a ideia é que possamos em 90 dias iniciar a obra física do prédio, posteriormente a montagem do museu para, quem sabe, no ano que vem, no centenário de Chapecó, inaugurar esta grande obra para eternizar aqueles que perderam suas vidas nesse acidente", explicou o ex-prefeito, Rodrigues - que hoje é deputado federal .


O projeto que ainda não foi aprovado seria feito da seguinte maneira: jogadores perfilados com uniforme da Chapecoense e uma sala de imprensa para homenagear os jornalistas e radialistas que também perderam suas vidas.


Entenda a tragédia:


O avião que transportava a equipe da Chapecoense e jornalistas caiu na madrugada de terça-feira na Colômbia. Foi confirmado que o acidente foi causado por uma pane seca, ou seja, não tinha combustível suficiente para todo trajeto.

Foram 71 vítimas fatais e 6 sobreviventes: os jogadores Neto, Alan Ruschel e Follmann, além do jornalista Rafael Henzel e os tripulantes Erwin Tumiri e Ximena.

Os corpos dos jogadores da Chapecoense chegará em Chapecó na madrugada deste sábado. Será realizado um velório coletivo aberto ao público dentro da Arena Condá.


Fonte: 1news

ÚLTIMAS NOTÍCIAS SOBRE CHAPE



Técnico colombiano deseja trabalhar de graça na Chape, afirma jornalista



Campeão do Apertura de 2016 com o Independiente Medellín, ex-meia da seleção da Colômbia admitiu a jornalistas locais o desejo de comandar o clube após o acidente.

Atual campeão do Torneio Apertura da Colômbia, Leonel Álvarez se colocou à disposição da Chapecoense para ser o próximo treinador da equipe sem cobrar nada por isso pelo período de seis meses, segundo a mídia local.

– Leonel falará com as pessoas da Chapecoense e oferecerá seus serviços – informou o jornalista Julián Céspedes, do Win Sports.

Hoje no comando do Independiente de Medellín, o profissional de 51 anos admitiu o desejo a alguns jornalistas do país.

Meia campeão da Libertadores pelo Olímpia em 1989, Ávarez foi da geração de nomes como Higuita, Asprilla, Valderrama e Freddy Rincón na seleção colombiana, disputando as Copas de 1990 e 1994. Como treinador, venceu o Torneio Finalización de 2009 pelo Independiente e a Superliga de 2014 pelo Deportivo Cali. Neste intervalo, comandou a seleção do país em 2011. Em 2016, faturou o Torneio Apertura.

Entre os mortos no acidente aéreo estava o técnico Caio Júnior, que faleceu aos 51 anos.
Fonte: G1