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segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

União Europeia proíbe tatuagens coloridas por causa de riscos à saúde

 

Mulher com tatuagens multicoloridas Foto: Reuters


Entrará em vigor na terça-feira (4/1) na União Europeia (UE) uma lei que proíbe o uso de tintas coloridas em tatuagens.

O motivo da proibição são os produtos químicos encontrados nas tintas coloridas usadas por tatuadores.

O Registro, Avaliação, Autorização e Restrição de Produtos Químicos (REACH, na sigla em inglês) da UE lista como proibidos 4 mil produtos químicos normalmente usados ​​em tintas de tatuagem coloridas, de acordo com reportagem do "Metro".

O órgão regulador disse que os produtos químicos — alguns dos quais já proibidos em produtos aplicados sobre a pele — podem causar "câncer ou mutações genéticas". Entre eles está o álcool isopropanol, presente na maioria dos pigmentos coloridos usados ​​pelos tatuadores atualmente.

Diversos tatuadores já tiveram de recusar clientes que desejavam tatuagens grandes — que podem levarmeses para ser completadas — sabendo que talvez não tenham uma tinta de reposição em janeiro.

Fabrizio Funelli, que dirige o estúdio ‘Funestik Tattoo Mania, em Bruxelas (Bélgica), revelou ao jornal "Politico" que os fabricantes ainda não forneceram alternativas adequadas e as que são oferecidas podem não ter o mesmo efeito duradouro.

O movimento é preventivo e pode ser revertido. O REACH fez um esforço para esclarecer que "o objetivo não é proibir a tatuagem, mas tornar as cores usadas em tatuagens e na maquiagem permanente mais seguras".

Os fornecedores de tintas têm até 4 de janeiro de 2023 para encontrar produtos químicos diferentes aprovados pelo REACH para criar as mesmas cores usadas em estúdios de tatuagem.

O Reino Unido, que deixou a UE, não está seguindo imediatamente a decisão do bloco.

Especialistas em Saúde do país estão pedindo os fabricantes e os artistas de tatuagem a enviar informações sobre a segurança da tatuagem e os ingredientes encontrados na tinta.

Os legisladores do Reino Unido querem saber mais sobre o assunto antes de decidir se também vão proibir certos produtos químicos encontrados nas tintas.


Extra.

terça-feira, 29 de março de 2016

Anatel divulga resultados de pesquisa de satisfação e qualidade percebida



A Anatel divulgou nesta terça-feira, 29, os resultados da pesquisa que mede a satisfação e a qualidade percebida pelos consumidores dos serviços de telefonia fixa, banda larga fixa e telefonia móvel pré e pós-paga em todo o Brasil.

Os dados resultantes da pesquisa estão disponíveis para consulta e download no site da agência e permitem aos consumidores conhecer quais são as empresas mais bem avaliadas em seus estados.

Em nível nacional, a telefonia fixa foi o serviço que recebeu a maior nota referente a satisfação dos consumidores: 6,97, em uma escala que vai de zero a dez. Foi seguida pela telefonia celular pós-paga, com nota 6,72; pré-paga, com nota 6,62; e banda larga fixa, com nota 6,58.

Além de aferir a satisfação dos consumidores, a pesquisa mede como o consumidor percebe a qualidade do serviço de acordo com diferentes aspectos tais como: o funcionamento, a cobrança e a oferta e contratação, entre outros.

A pesquisa mostrou que os aspectos que recebem avaliações mais negativas – em todos os serviços – estão ligados ao atendimento telefônico das prestadoras (o que inclui o tempo de espera para falar com atendente) e também à sua capacidade de resolver demandas (como pedidos de mudança de planos e de correções em faturas).

A pesquisa também aferiu que, em alguns casos, metade dos entrevistados declarou ter entrado em contato com a prestadora nos seis meses anteriores à pesquisa para resolver problemas de cobrança ou pedir reparo do serviço.

Para a superintendente de relações com os consumidores da Anatel, Elisa Leonel, a pesquisa tem duas funções importantes: “Em primeiro lugar, ao publicarmos os resultados, estamos dando ao consumidor informações essenciais para que ele possa escolher qual prestadora irá contratar. Ao mesmo tempo, a pesquisa dá à Anatel informações essenciais para que ela possa direcionar suas ações de fiscalização, de controle e mesmo os seus regulamentos para solucionar os problemas que mais geram insatisfação nos consumidores”.

Confira o resumo com os principais resultados da pesquisa na apresentação feita hoje durante entrevista coletiva à imprensa em http://bit.ly/1RHFJXo .







Sobre a pesquisa


Os dados foram coletados em mais de 150 mil entrevistas telefônicas realizadas com consumidores no segundo semestre de 2015 e abrangem os serviços de telefonia pré e pós-paga, telefonia fixa e banda larga fixa. Em abril, a Anatel divulgará também os dados da pesquisa sobre TV por assinatura, cujos dados foram coletados até meados de fevereiro de 2016, com a realização de cerca de 50 mil entrevistas.

A realização da pesquisa decorre de obrigação prevista na Resolução nº 654/2015 da Anatel, que prevê que as prestadoras de cada serviço devem, conjuntamente, contratar uma empresa pesquisadora para realizar a coleta e a apuração dos dados. Em 2015, a empresa contratada foi a TNS Brasil S.A.

À Anatel coube a definição de metodologia, a elaboração dos questionários, o cálculo das amostras e o sorteio dos usuários a serem entrevistados.






VEJA ABAIXO O RESULTADO DA PESQUISA PARA O RIO DE JANEIRO EM 2015










segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Tráfico expulsa UPP de dois morros na Zona Norte do Rio

Há pelo menos três meses policiais não patrulham mais as áreas da Cachoeira Grande e do Gambá, onde contêiner foi incendiado ano passado. Bandidos ameaçam soldados de cabine blindada, que são obrigados a se trancar o dia inteiro, e vídeo mostra traficantes armados com fuzis à luz do dia

Por: Leslie Leitão, do Rio de Janeiro










Quando blindados da Marinha e homens do Bope ocuparam 18 favelas do Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na manhã de 6 de outubro de 2013, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, festejou o sucesso da empreitada: "Não tivemos um tiro de arma de fogo. Menos de dois meses depois, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) fincaram suas sedes na região, onde vivem cerca de 25 000 pessoas. De lá pra cá, o cenário se transformou. A esperança inicial deu lugar à desconfiança e ao medo. Mas, nos últimos meses, a situação ficou caótica. Pela primeira vez desde o início do projeto das UPPs, ainda em 2008, policiais foram literalmente expulsos do território que o governo classificou como pacificado. Há pelo menos três meses, os morros da Cachoeira Grande e do Gambá não contam mais com bases avançadas e qualquer ação de patrulhamento nesse território só acontece com autorização expressa. Elas são raríssimas e, nas últimas vezes que aconteceram, no final do ano passado, ocasionaram intensos tiroteios.

Com o fim do incômodo diário, criminosos desfilam armados com fuzis e pistolas a qualquer hora do dia pelo meio da rua, sem camisa e sem preocupação, como mostra uma filmagem gravada pelo setor de inteligência da UPP e obtida pelo site de VEJA. "Eles (oficiais) não vão admitir isso publicamente, mas nós estamos fora. Essas duas favelas estão abandonadas. Perdemos ali. Só quem entra é o COE (Comando de Operações Especiais) e, mesmo assim, tem que ir de blindado", afirma um policial que está lotado na UPP Camarista Méier desde o início e conhece a área como poucos. Procurada pelo site de VEJA, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) confirmou que as ações realizadas ali têm sido feitas pelo COE e informou que a "UPP Camarista Méier está planejando uma operação em toda a área nos próximos dias".

A nota fala também sobre uma cabine blindada na Auto-Estrada Grajaú-Jacarepaguá, "que permite acesso visual às duas localidades". O local fica num dos acessos à Cachoeira Grande e virou uma espécie de abrigo dos policiais que dão plantão ali. "Ficamos praticamente o dia inteiro aqui dentro, porque os bandidos ficam vigiando todos os nossos passos. Até quando vamos ao banheiro eles sabem", desabafou um soldado. VEJA comprovou o discurso do policial. Da porta da cabine é possível avistar criminosos armados que passam o tempo todo zombando e ameaçando, ora no rádio, ora balançando a pistola ou apontando como se fossem atirar. "Às vezes atiram", conta outro, mostrando o telhado do lado de fora todo furado.

Desde a inauguração das UPPs, 18 policiais já foram baleados na região. Mas foi no ano passado que os bandidos começaram a dar uma demonstração maior de que pretendiam expulsar os policiais e retomar parte do território perdido. O primeiro ataque emblemático aconteceu na noite de 24 de fevereiro, quando um coquetel molotov incendiou o contêiner da entrada do Morro do Gambá. Duas semanas mais tarde, em retaliação a uma ação do Bope que deixou três suspeitos mortos, os criminosos voltaram a emboscar os policiais da UPP praticamente no mesmo ponto. Na esquina das ruas César Zama e Vilela Tavares, os soldados Elson Bras dos Santos, Thiago Sousa e Silva Cortes, Felipe Cézar da Silva Mariano, Bruno Martins Barbosa e Wellington de Souza Luiz foram baleados de uma só vez.

O ano de 2015 fechou com 11 feridos ali. E bandidos voltaram a incendiar outras bases e até carros particulares dos policiais, como num episódio ocorrido em agosto, próximo à sede principal da UPP Camarista Méier. "Ainda mantínhamos policiais baseados em alguns pontos estratégicos nas duas favelas, mas depois não teve como manter. Eles eram atacados o tempo todo. Seria um risco", admite um oficial do CPP. As raras autorizações concedidas para entrar nas duas favelas tiveram como objetivo recuperar cargas roubadas. Numa delas, em 19 de dezembro, um caminhão de cigarros até foi recuperado logo na entrada, mas não o material. E um policial descreveu no registro que "nesta comunidade encontra-se inviável adentrar pelo baixo efetivo". Hoje, a UPP conta com 230 agentes.

Os morros do Gambá e da Cachoeira Grande ficam exatamente atrás do Hospital Marcílio Dias, da Marinha. Na tarde de sexta-feira, a reportagem do site de VEJA tentou chegar à região. A um grupo de policiais que se preparava para rodar pela Camarista Méier, pediu: "Quero ir lá no Gambá". Um soldado brincou: "Toma aqui. Vai na frente...", disse, oferecendo a pistola. Voltando a falar sério, outro policial resumiu a situação: "Não tem como ir lá. Primeiro porque não temos autorização superior. Segundo, porque não temos munição suficiente para sustentar o tiroteio que vai acontecer se conseguirmos entrar lá. Tudo isso sem receber, né?!", desabafou o soldado, referindo-se às gratificações e ao pagamento de horas extras que o governo do Rio de Janeiro não paga desde outubro.

Em dezembro passado, policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) conseguiram capturar o traficante que chefiava o tráfico na região. Paulo Cézar Souza dos Santos, o Paulinho Muleta ou PL, estava passando férias num luxuoso apartamento em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Mas nem sua prisão diminui o ímpeto de sua quadrilha. Eles estão tão à vontade que, também no fim do ano, bandidos subiram o morro e acabaram com uma tradicional pelada de fim de ano que acontecia num campo de futebol de grama sintética na Grajaú-Jacarepaguá, a poucos metros da cabine blindada. Durante duas horas, os criminosos mantiveram rendidos, roubaram e ameaçaram cerca de 40 peladeiros. Computadores, relógios, jóias e smartphones foram roubados. Mas, até hoje, só dois irmãos fizeram registro de ocorrência. Os criminosos, claro, não foram identificados.

A deterioração do projeto das UPPs não é novidade, mas o cenário vem piorando ano a ano. Desde 2013 o número de ataques vem crescendo gradativamente e, hoje, em quase todas as 38 regiões que contam com UPP, existem as chamadas 'regiões perdidas', como por exemplo o Terreirão, na Rocinha; o Caratê, na Cidade de Deus; o Abóbora, no Jacarezinho, e o Areal, no Complexo do Alemão. Recém-empossado, o novo comandante-geral da PM, coronel Edison Duarte, pediu que o CPP fizesse um relatório avaliando as dificuldades e apontasse as vulnerabilidades de cada uma. Há muito o que escrever. Na primeira semana de 2016, as UPPs já registraram cinco policiais baleados.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Morte de David Bowie repercute entre músicos e personalidades

Artistas usaram as redes sociais para demonstrar admiração e gratidão pelo legado deixado pelo ídolo

Internautas de todo o mundo prestam, nesta segunda-feira (11), homenagem ao cantor britânico David Bowie, que morreu ontem (10), dois dias após completar 69 anos. Nas redes sociais do músico, foi informado que Bowie “morreu pacificamente, rodeado por sua família, após uma corajosa batalha de 18 meses contra um câncer”.
David Bowie influenciou uma legião de artistas em todo o mundo

Foto: O Fuxico


anuary 10 2016 - David Bowie died peacefully today surrounded by his family after a courageous 18 month battle... https://t.co/ENRSiT43Zy

- David Bowie Official (@DavidBowieReal) 11 janeiro 2016 O cineasta Duncan Jones, um dos filhos do artista, se disse "muito triste por dizer que é verdade" e publicou uma foto com o pai.

Very sorry and sad to say it's true. I'll be offline for a while. Love to all. pic.twitter.com/Kh2fq3tf9m

— Duncan Jones (@ManMadeMoon) 11 janeiro 2016 Em sua conta oficial do Twitter, o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha agradeceu por Bowie ter "ajudado a derrubar o muro" de Berlim.

Good-bye, David Bowie. You are now among #Heroes. Thank you for helping to bring down the #wall. https://t.co/soaOUWiyVl #RIPDavidBowie

— GermanForeignOffice (@GermanyDiplo) 11 janeiro 2016 A cantora Madonna se declarou "devastada" e disse que o camaleão do rock mudou sua vida. Segundo a norte-americana, o show do músico foi o primeiro que viu em Detroit, cidade onde cresceu.

Im Devastated! This great Artist changed my life! First concert i ever saw in Detroit! R.IP. #rebelheart pic.twitter.com/hGfxI967Bw

— Madonna (@Madonna) 11 janeiro 2016 O primeiro-ministro britânico David Cameron relembrou, em sua página no Facebook, que cresceu ouvindo o "gênio pop". "David Bowie era alguém com quem pessoas da minha idade e aquelas um pouco mais velhas sentiram que cresceram junto. Ele deu uma trilha sonora às nossas vidas, da primeira vez que ouvi Space Oddity ao orgulho de receber atletas britânicos nas Olimpíadas de Londres com uma de suas obras-primas: Heroes. Ele era também um mestre da reinvenção, que continuava acertando, deixando um trabalho que as pessoas vão continuar ouvindo daqui a cem anos. Ele era alguém que verdadeiramente merece ser descrito como um gênio".

Na conta oficial dos Rolling Stones, o grupo lamenta a perda de Bowie, considerado um "amigo querido" e descrito ainda como "um homem maravilhoso e gentil, um artista extraordinário e original".

The Rolling Stones are shocked and deeply saddened to hear of the death of our dear friend David Bowie... 1/2

— The Rolling Stones (@RollingStones) 11 janeiro 2016 As well as being a wonderful and kind man, he was an extraordinary artist, and a true original. 2/2 #DavidBowie

— The Rolling Stones (@RollingStones) 11 janeiro 2016 Gene Simmons, do Kiss, escreveu: "David Bowie, você vai fazer falta. Changes e as músicas sobre as histórias de Ziggy foram uma grande influência sobre mim".

David Bowie, you will be sorely missed. Bowie's “Changes” and the Ziggy story songs were a major influence for me. pic.twitter.com/N1nkD9h82W

— Gene Simmons (@genesimmons) 11 janeiro 2016 Por meio da conta da banda Queen no Twitter, o músico Roger Taylor declarou que David Bowie era o "homem mais inteligente e brilhante do nosso tempo" e que sua perda deixa um imenso vácuo.

David Bowie: The cleverest and most interestingly brilliant man of our time. What a vacuum he leaves, and how he will be missed. Roger

— Queen Official (@QueenWillRock) 11 janeiro 2016 Segundo Iggy Pop, "a amizade de David era a luz da minha vida. Nunca conheci uma pessoa tão brilhante. Ele era o melhor que havia".

MESSAGE FROM IGGY: "David’s friendship was the light of my life. I never met such a brilliant person. He was the best there is. - Iggy Pop"

— Iggy Pop (@IggyPop) 11 janeiro 2016 Entre os artistas brasileiros, a notícia também surtiu impacto. Gilberto Gil lamentou a perda de David Bowie.

In memoriam pic.twitter.com/0krVWlsPZi

— Gilberto Gil (@gilbertogil) 11 janeiro 2016 A cantora Pitty expressou sua admiração.

pode gastar o clichê "gênio" e etc; e merece também um grande OBRIGADA por ensinar desconstrução artística e tudo mais que nem cabe aqui

— Pitty (@pittyleone) 11 janeiro 2016 Leoni também falou sobre a influência do cantor sobre sua carreira.

David Bowie me ensinou muito do que sei sobre ser artista. Sua inquietude me contaminou, sua liberdade é uma meta... https://t.co/oVYUeaQlCl



— Leoni (@Leoni_a_jato) 11 janeiro 2016 Na última sexta-feira (8), dia do seu 69º aniversário, David Bowie lançou o álbum Blackstar, o 25º da carreira.


domingo, 8 de junho de 2014

Assembleia dos vigilantes decidiu pela continuação da greve

Por NINJA:

Em assembléia realizada na tarde desta sexta-feira (06/06), na Candelária, os vigilantes decidiram manter a greve iniciada no dia 24 de abril por melhores condições de salário e trabalho.

De acordo com o vice-presidente do SindVigRio, Antônio Carlos Oliveira. “Até o momento o sindicato das empresas não apresentou uma contraproposta que fosse além dos 8% oferecidos e R$13,00 no tíquete refeição”.


Os vigilantes querem 10% de reajuste e R$ 20 no tíquete refeição, plano de saúde pago pelas empresas e diária para os vigilantes que vão trabalhar nos grandes eventos, como a Copa do Mundo, de R$180,00.

IMPASSE NA CONTRATAÇÃO DOS STEWARDS.

Durante a reunião desta quinta-feira (05/06), na Superintendência Regional do Trabalho, não houve acordo entre o Sindicato dos Vigilantes, a empresa Sunset e o sindicato patronal, para definir um contrato específico de trabalho com a FIFA empregando 1.200 vigilantes – os stewards – que atuariam no Maracanã durante os jogos da Copa do Mundo. Esse contingente também faria a segurança dos hotéis, onde as delegações dos países estão hospedadas.

Segundo, Antônio Carlos de Oliveira, a (Sunset Vigilância e Segurança) que venceu a licitação para oferecer vigilância na Copa, não teve avanço em sua proposta. O Sindicato pede o pagamento da hora trabalhada de R$15,00 mas a empresa ofereceu apenas R$0,50 centavos a mais: subiu de R$12,00 para R$ 12,50 a hora / trabalho.

- O Ministério Público do Trabalho recomendou às empresas de segurança que durante a greve dos vigilantes não poderia haver dispensas e nem dias descontados em respeito à lei de greve. O dissídio coletivo da categoria, que tem data base em março, será julgado pelo Tribunal Regional do Trabalho em data ainda a ser definida.

Via: Mídia Informal




sábado, 7 de junho de 2014

CARTA ABERTA AO PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

EXIGIMOS O CANAL DA CIDADANIA




A sociedade civil vem através desta, exigir transparência na condução do Canal da Cidadania, assim como o cumprimento das medidas e prazos previstos, considerando que a Cidade do Rio de Janeiro protocolou pedido junto ao Ministério das Comunicações e tem até o dia 18 de junho para o envio da documentação.
O Canal da Cidadania, previsto no Decreto nº 5820/2006 e na Portaria 489/2012, garante aos cidadãos cariocas acesso à TV Aberta Digital, livre e gratuita, com programação 24 horas no ar. Quem pode programar? A Prefeitura, o Estado e, pela primeira vez, associações comunitárias poderão programar e exibir conteúdos.
As associações comunitárias serão selecionadas pelo Ministério das Comunicações.

Deve-se esclarecer que já foram dirigidos ao Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro todos os pedidos formais que manifestam o interesse da sociedade civil no processo de exploração do Canal.
DOS FATOS

Em junho de 2013 foi encaminhado à Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro um Requerimento de Informações (512/2013) formalizado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em que se pergunta sobre o interesse da Prefeitura em aderir ao Plano Básico de TV Digital, respondido somente em janeiro de 2014. Neste Requerimento, a Empresa Pública MULTIRIO informa que o Prefeito teria colocado a cargo da Empresa as seguintes tarefas: encaminhar requerimento ao Ministério das Comunicações; elaborar projeto técnico do sistema irradiante, conforme norma técnica específica para a TV Digital; providenciar processo licitatório para aquisição dos equipamentos de transmissão e produção; definir local e procedimentos necessários para implantação do sistema de transmissão;

Em outubro de 2013, entidades da sociedade civil se reuniram em Audiência Pública na Câmara Municipal do Rio de Janeiro para debater o Canal da Cidadania. Na ocasião, a Prefeitura se fez representar, através da Secretaria Municipal de Cultura, manifestando-se favorável ao Canal.

Em dezembro de 2013 a Câmara Municipal do Rio de Janeiro encaminhou outro Requerimento de Informações (768/2013), até a presente data sem resposta.

Em dezembro de 2013, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou Orçamento que autoriza a Prefeitura a gastar com implantação do Canal da Cidadania.

Em março de 2014 a Frente Parlamentar pela Democratização da Comunicação e Cultura e uma Comissão de Representantes da Sociedade Civil estiveram na MULTIRIO. Nesta ocasião, foi apontada a possibilidade de uma parceria com a Empresa Brasil de Comunicação - EBC para fins de orientação técnica.

Em abril de 2014 a Frente Parlamentar pela Democratização da Comunicação e Cultura e uma Comissão de Representantes da Sociedade Civil estiveram com o Vice-Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, que reconheceu a importância do Canal para o desenvolvimento da Cidade.

QUAL A IMPORTÂNCIA DO CANAL PARA O MUNICÍPIO?

O Canal da Cidadania materializa a democratização da comunicação, permitindo ao cidadão participar ativamente da gestão da cidade.

O cidadão carioca poderá de dentro das suas casas, na sua televisão, acessar serviços públicos de governo eletrônico no âmbito federal, estadual e municipal, serviços que hoje somente são acessados pela Internet.

A Prefeitura, através da MULTIRIO, passa a ter um canal de comunicação direto com o cidadão carioca, para divulgar suas ações e serviços de todas as suas Secretarias, pela televisão.
O Canal da Cidadania cria novos empregos diretos e indiretos, na geração de conteúdos.

O Rio de Janeiro já tem um canal de televisão, fechado, de acesso restrito e pago. Trata-se da MULTIRIO, que já possui um parque tecnológico pronto. Nessa circunstância é injustificável não fazer a conversão para a TV Digital, um legado histórico para a Cidade do Rio de Janeiro.

O QUE QUEREMOS?

Publicação imediata no Diário Oficial do Município de crédito suplementar para implantação e manutenção do Canal da Cidadania, considerando que a Prefeitura já solicitou ao Ministério das Comunicações autorização para exploração do Canal (Processo 53000.060208/2013-77);

Esclarecimento de quem é o interlocutor, na Prefeitura, para o assunto Canal da Cidadania e pedimos reunião do interlocutor com a sociedade civil;

Apresentação, por parte da Prefeitura, do cronograma de execução do Canal da Cidadania;

Implantação do Conselho Municipal de Comunicação Social, considerando a Indicação Legislativa da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, número 2992/2014




terça-feira, 27 de maio de 2014

Os traficantes do Rio de Janeiro inovando mais uma vez

Os traficantes do Rio de Janeiro inovando mais uma vez...já aceitamos todos os cartões de credito, debito, alimentação e refeição, entregamos em domicilio e agora atendemos no padrão FIFA e somos os únicos patrocinadores oficial nesse seguimento da Copa do Mundo da FIFA e todos os nosso produtos são licenciados...sem contar que temos um SAC que funciona e resolve qualquer problema dos clientes em tempo recorde...em breve estaremos exportando para outras cidades sede da Copa do Mundo da FIFA no Brasil e personalizando com o clube de futebol de cada um, é só a nossa matéria prima que foi presa na quadra da Gaviões da Fiél for liberada.......\o/



quinta-feira, 10 de abril de 2014

Rio de Janeiro perde posto de melhor destino para São Paulo

Vista do Cristo Redentor, monumento eleito uma das sete maravilhas do mundo Foto: Ivo Gonzalez

Simone Candida - O Globo


RIO - Nem Pão de Açúcar, nem Cristo Redentor. Para turistas brasileiros e estrangeiros, maravilhas mesmo são o Parque do Ibirapuera e a Avenida Paulista. De acordo com a última edição do Travellers' Choice Destinations 2014, prêmio promovido pelo site de viagens TripAdvisor, o Rio acaba de perder o título de melhor destino brasileiro para a cidade de São Paulo. Desde 2012, o Rio encabeçava a lista de melhor destino nacional e conquistou, ainda, a vaga de melhor lugar para turismo da América do Sul (à frente de Buenos Aires, na Argentina). A premiação elege os melhores destinos do planeta, a partir das opiniões e avaliações de viajantes.
Para o secretário especial de turismo do Rio, Antonio Pedro Figueira de Mello, não há motivo para os cariocas ficarem decepcionados, pois não existe concorrência entre as duas cidades brasileiras.

— Rio e São Paulo são destinos que se complementam na viagem do turista estrangeiro, pois oferecem atrativos diferentes e de grande qualidade e que, por conta disto, não são concorrentes entre si. O turismo na capital paulista tem seus pontos fortes na gastronomia, nas compras e na vida cultural, que são mesmo itens de primeira qualidade e merecedores de reconhecimento, principalmente por complementarem brilhantemente a experiência do turista de negócios, a maioria entre seus visitantes — disse.

Na avaliação do secretário, o Rio ainda está bem cotado entre os viajantes.
—Para o Rio, é uma honra estar sempre em alta nessa premiação do TripAdvisor, que leva em conta justamente a "voz do povo". Em 2012, fomos escolhidos o melhor destino de praia e o melhor destino do país. Ano passado, o melhor da América Latina e o 17º melhor destino do mundo. Este ano, o site reconhece que o mundo inteiro irá se apaixonar pelo Rio em 2016 e ainda lista 760 opções de lazer na Cidade Maravilhosa — completou.

Na visão do presidente da Associação Brasileira da Indústria de HotéisHotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ), Alfredo Lopes, o resultado da pesquisa pode ser um reflexo dos graves problemas de mobilidade que a cidade vem enfrentando.

— É um momento ruim, em que estamos convivendo com muitos engarrafamentos e obras, certamente isso é percebido pelos turistas. Mas é uma fase que a cidade tem que enfrentar para nos prepararmos para os grandes eventos internacionais que vai receber nos próximos anos — disse Alfredo Lopes, acrescentando que o setor hoteleiro não ficou apreensivo com os dados — Em outras pesquisas, o Rio sempre está na frente e é apontada como uma cidade mais simpática.
Além dos congestionamentos, os preços abusivos praticados por restaurantes e hotéishotéis também podem estar desagradando aos turistas.

— Num primeiro momento, temos os preços surreais que vem sendo cobrados na cidade, em contrapartida, São Paulo vem mantendo os preços mais dentro da realidade. Num segundo momento, temos a questão da prestação de serviços, que é muito superior em São Paulo. Mas temos que observar que a cidade é um destino para turismo de negócios e grandes eventos, pode ser que os consumidores que votaram sejam mais deste setor, o que explicaria o resultado também — opina o consultor e professor de turismo Bayard Boiteux.

Este ano, 500 destinos em 40 países foram reconhecidos como bons pelos turistas. Segundo o TripAdvisor, os ganhadores foram escolhidos com base na popularidade dos locais. O ranking é feito a partir de um algorítimo, que leva em conta a qualidade e a quantidade de avaliações positivas nos quesitos hotéis, restaurantes e atrações.

O Brasil tem doze cidades no ranking dos 25 melhores destinos sul-americanos. Nessa lista, o Rio aparece em quarto lugar, atrás de Buenos Aires, Cusco (no Peru) e São Paulo, respectivamente. O TripAdvisor tem mais de 150 milhões de avaliações e recebe mensalmente 260 milhões de visitas em todo o mundo.

Além de São Paulo e Rio, as cidades de Gramado, no Rio Grande do Sul; Salvador, na Bahia; Florianópolis, em Santa Catarina; Curitiba, no Paraná; Fortaleza, no Ceará; Natal, no Rio Grande do Norte; Trancoso, na Bahia e Jericoacoara, também no Ceará, fazem parte da lista escolhida pelos visitantes do site.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/rio-de-janeiro-perde-posto-de-melhor-destino-para-sao-paulo-12141347.html#ixzz2yTrUPX1V


terça-feira, 8 de abril de 2014

Entorno da Granja Comary recebe "maquiagem" para encobrir rastros da tragédia


CBF investe milhões para garantir conforto de jogadores e população sofre com descaso do governo

Jornal do Brasil
Cláudia Freitas

Uma ampla reforma que durou dez meses e com investimento na ordem de R$ 15 milhões, a Granja Comary, Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Futebol (CT/CBF), em Teresópolis, Região Serrana do Rio de Janeiro, ganhou uma infraestrutura luxuosa para receber a seleção brasileira durante a Copa do Mundo. A reinauguração do CT, no mês passado, foi o primeiro passo para preparar a cidade que estará na rota de visitação dos turistas e da imprensa mundial. No entanto, Teresópolis ainda possui marcas da tragédia dos temporais que destruíram bairros inteiros em 2011. Nos últimos três anos, a população reclama do abandono das autoridades e nem os imóveis destinados aos desabrigados das enchentes foram entregues até o momento pelo poder público.



Na quarta-feira passada (2/4), a prefeitura de Teresópolis iniciou o projeto de revitalização da cidade em torno da Copa. Uma das principais rua do Centro, a Delfim Moreira, começou a receber obras de recapeamento, interditando 1,3 quilômetro da via e provocando alterações no trânsito. Em seguida, as ruas Duque de Caxias e Alice Quintela Regadas serão recuperadas. Cerca de 70 caminhões de asfalto serão utilizados nas obras. “O asfaltamento vai permitir que a cidade receba melhor a Seleção Brasileira e os turistas, mas vai beneficiar principalmente a população”, garante o prefeito Arlei Rosa (PMDB). As mudanças começaram após a cerimônia de reinauguração da Granja, que teve a participação do prefeito descerrando a placa, ao lado do presidente da CBF, José Maria Marin, e do vice-presidente da Confederação, Marco Polo Del Nero.


Partindo do luxuoso entorno da Granja Comary e do Centro da cidade rumo à periferia, o cenário é desolador e ainda relembra as enchentes e desabamentos ocorridos na madrugada de 12 de janeiro de 2011, que resultou em 392 mortos confirmados, 180 desaparecidos em 80 comunidades atingidas, 49 mil pessoas afetadas e 3.287 residências interditadas. De lá até os dias atuais, quase nada mudou e a população acusa a prefeitura e o governo do Estado de negligenciar ajuda àqueles que perderam seus bens e familiares. Bairros como o da Posse e Campo Grande, que praticamente ficaram soterrados com a avalanche de pedras e lama que desceram da serra, agora têm o aspecto de uma cidade fantasma habitada por pouco sobreviventes, que alimentam a esperança de receber as casas populares prometidas pelo governo estadual, através do projeto Minha Casa Minha Vida.

A luta por uma nova vida e justiça social

"Os agentes da prefeitura interditaram os nossos imóveis, porque eles dizem que a casa oferece perigo de desabamento, mas eles também nos prometeram um novo imóvel próprio, através da compra assistida. Só que a gente apresenta várias residências dentro do perfil que eles exigem, mas nunca a compra é liberada. Eu mesmo já tentei negociar uns 20 imóveis e a prefeitura não autoriza. Quando vamos tentar um diálogo com o prefeito, ele nem sequer nos atende", afirma o morador Valdeli Correa, de 46 anos.

Nascido no bairro de Campo Grande, Valdeli perdeu 20 membros da sua família na tragédia de 2011 e só conseguiu se salvar porque subiu no telhado da sua casa. "Quando eu escutei aquele barulhão, chamei a minha mãe e meus irmãos para subir ao telhado, mas eles acharam que a casa não ia imundar. Lá de cima eu e a minha mulher vimos todos eles irem embora. Até hoje eu não encontrei o corpo do meu irmão e do meu tio", conta ele emocionado. Atualmente, Valdeli sofre de depressão e luta para se manter com um aluguel social no valor de R$ 500,00 e os trabalhos de jardinagem que realiza no bairro vizinho. "Eu e a minha mulher estamos morando de favor na casa da minha cunhada. Tudo mudou depois das chuvas", diz ele.

                                      Valdeli Correa ainda sonha com a sua casa popular

Segundo Valdeli, a prefeitura está exigindo dos desabrigados uma foto do imóvel antes dos desabamentos como condição para inscrição no programa Minha Casa Minha Vida. "Eu perdi todos os meus pertences, foi tudo embora nas águas, só fiquei com a roupa do corpo. Será que esse governo não entende isso?", reclamou ele.

O jardineiro Ronaldo Pimentel Cunha, de 43 anos, enfrenta o mesmo problema e está tentando até hoje legalizar a sua situação cadastral com a prefeitura para receber o seu novo imóvel. Morador do bairro Ricão do Vovô, Ronaldo perdeu 20 pessoas da sua família durante a avalanche e conseguiu sobreviver fugindo para uma rua na parte alta de localidade. "No caminho eu encontrei um casal de idosos que me pediram ajuda para sair de uma casa imundada. Eu consegui salvá-los e isso me deixo mais aliviado. Pena que não consegui fazer o mesmo pelos meus familiares", conta ele.

Solidariedade é o sentimento que ainda uni a população que sobrevive à catástrofe nos últimos três anos. O morador do bairro da Posse, Joel Barbosa, de 50 anos, ajudou nos regastes das vítimas e agora critica a morosidade e descaso do poder público local. "Os meus amigos e vizinhos que perderam tudo continuam na miséria, porque a prefeitura só promete e não cumpri nada. As pessoas precisam do aluguel social e de seu imóvel para recomeçar a vida, mas tá difícil o governo ajudar a cidade se reerguer. O nosso bairro, por exemplo, acabou. Ninguém mais se mudou para cá e os sobreviventes são poucos e vivem com muitas dificuldades. O asfalto até hoje não foi recolocado e as marcas da tragédia estão aí por todos os lados para nos lembrar do que aconteceu", conta o morador.

Joel Barbosa ajudou no resgate das vítimas e agora reclama do descaso do governo

Joel viu a avalanche de pedras e lama passar a poucos metros da sua casa, que fica num ponto mais alto do bairro da Posse. "Eu estava com a minha filha em casa e fiquei daqui do quintal olhando aquela forte correnteza passar bem pertinho de mim. Não dava para correr, era esperar algo acontecer. Escutava as pessoas nas outras casas me pedindo socorro. Mas o que eu podia fazer? De repente as casas começaram a desabar e ir naquela correnteza abaixo. Não vou esquecer nunca mais", relembra o morador.

Entidade aponta para erros no cadastro dos desabrigados e fragilidade no projeto habitacional

Um levantamento feito pela Associação das Vítimas das Chuvas de Teresópolis (Avit), criada com a finalidade de defender os direitos dos desabrigados, revela que muitos moradores ainda não conseguiram se cadastrar para receber o aluguel social e também para o programa de habitação oferecido pela prefeitura. "Em 2011, a equipe que integrava a Secretaria Municipal de Habitação cometeu uma série de erros no cadastramento dos desabrigados e usou a máquina do governo para fazer campanha eleitoreira. Muita gente que não precisa do benefício foi credenciado e tomou o lugar de famílias que perderam tudo. Essa questão precisa ser revista pela prefeitura, para não deixar de fora quem realmente precisa", contou um dos coordenadores da entidade, Joel Caldeira.

Obras das casas populares na Fazenda Ermitage ainda está na preparação do terreno

Com relação ao programa habitacional que garante moradia para os desabrigados, de acordo com Caldeira a prefeitura está prometendo 1600 casas populares que devem ser entregues até meados deste ano, num condomínio que está sendo erguido na Fazenda Ermitage, às margens da BR-116 (Estrada Rio-Bahia). "Esse número de imóveis não bate com a quantidade de pessoas que recebem aluguel social, que é de 2.700. Ou seja, demonstra um erro que deve ser corrigido antes da inauguração das unidades habitacionais", alerta Caldeira.

O membro da Avit ainda destaca outra falha do governo no projeto de construção das casas populares. "Eles não fizeram uma passarela para os moradores, sendo que o condomínio fica em uma via expressa e muito perigosa. Não podemos deixar a prefeitura inaugurar essa obra sem o viaduto, senão vamos presenciar mais uma tragédia", afirmou Caldeira. Atualmente, a Avit tem 700 ações cadastradas para recorrer na Justiça para recebimento do aluguel social.

Denúncia de moradores revela que ossadas são ocultadas em escavações

A prefeitura de Teresópolis tem feito nos últimos anos escavações e remoções de destroços em um dos condomínios mais afetados pelas chuvas na região, A Fazenda da Paz, localizado no bairro da Posse. Segundo moradores da região, que pediram para não ter as suas identidades reveladas na reportagem, várias ossadas humanas foram encontradas durante as escavações e jogadas em um rio que atravessa o bairro.

                                        Escavações na Fazenda da Paz, no bairro da Posse

"Eles encontraram ossos de adultos e crianças, mas jogaram todo o material no rio. Nem chegaram chamar a Defesa Civil. Escutamos dos funcionários que eles estavam fazendo isso para não interferir na contagem de pessoas mortas na tragédia. Muitos fatos estão sendo jogados para debaixo do tapete, para aliviar a barra da prefeitura", contou uma moradora.

Ainda na Fazenda da Paz, o vigia Elias do Carmo Araújo, de 49 anos, contou que muitos amigos dele desapareceram após as enchentes e nunca tiveram os seus corpos encontrados. Ele mesmo perdeu uma sobrinha e a sua cunhada, além da sua casa que foi desapropriada. "Agora estou vivendo de favor na casa de familiares e com um aluguel social de R$ 500,00. Eu recusei a indenização de R$ 10 mil que a prefeitura ofereceu pelo meu imóvel e agora estou na esperança de receber a minha casa popular", disse o vigia.