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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

ATENÇÃO: CARTA DENÚNCIA

Elaborada pela Delegação dos profissionais de educação participantes da caravana à Brasília de 24/10/1013 distribuída ontem na Assembleia da Rede Estadual. A direção central impediu a leitura da mesma!

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“ Não vai se não for à força e nem vai se a força não for a nossa”. Brecht

Pela presente, nós profissionais da educação das redes estadual e municipal do Rio de Janeiro, estabelecemos um breve histórico de ações equivocadas de parte significativa da direção do sepe central, que culminou com a rendição da nossa categoria à negociação vergonhosa imposta pela intransigência dos governos estadual e municipal e acatada, subordinadamente e arbitrariamente, pela direção do nosso sindicato.

Citamos alguns dos fatos que fundamentam nossa posição:

12/08 – REDE ESTADUAL: direção não divulgou a reunião de negociação com o Pezão. A Categoria poderia ter ido, em peso, para pressionar o governo. Os poucos companheiros que souberam da reunião foram para o palácio acabaram massacrados pela polícia (sendo que alguns ficaram bastante feridos). Enquanto isso os membros da direção ficaram atrás dos policiais. Essa ação vergonhosa, foi amplamente divulgada através do Mídia Ninja (tendo cerca de 800 visualizações ao vivo). Por fim, enquanto os companheiros da base foram expulsos pela porta da frente, os membros da direção se retiraram covardemente pelos fundos.

14/08 - REDE ESTADUAL: Assembleia no Instituto de Educação não havia som no horário estabelecido. Quando finalmente o som chegou não houve tempo para as falas de avaliação.

14/08 - REDE MUNICIPAL (Ato ao Palácio da Cidade): Assim que concluímos o trajeto do Largo do Machado ao Palácio da Cidade, a Direção deu o ato por encerrado, sem resistir no local como de praxe em todos os atos.

23/08 - REDE MUNICIPAL- Uma assembleia extraordinária foi marcada no final de um ato, já esvaziado, com o objetivo de terminar com a greve,numa tentativa de manipulação do movimento.

26/08 - REDE MUNICIPAL: Assembleia extraordinária no Terreirão do Samba: Além de estarmos em espaço cedido pela prefeitura, a Direção do SEPE estava decidida a acabar com a greve em um dos momentos do seu auge para aprovar proposta rebaixada apresentada pelo governo.

30/08 - REDE MUNICIPAL: Assembleia na Fundição Progresso - o espaço foi reservado por tempo insuficiente, obrigando a categoria a se expor em praça pública. Não havia infraestrutura necessária (sem cobertura em dia de sol quente, sem carro de som e acomodações). A metodologia da votação deixou exposta a divisão da categoria resultando em mais manipulação.

14/09 - REDE ESTADUAL: Assembleia na Alerj: a direção alugou um carro de som pequeno, incompatível com a necessidade do espaço.

01/10 – REDE ESTADUAL: Assembleia tirou ato Unificado com o Município do Largo do Machado para o Palácio Guanabara seguindo para a Cinelândia. A direção do SEPE não levou a proposta de unificação para a Assembleia do Município e no dia do Ato desmobilizou a categoria da rede estadual para ir ao Palácio Guanabara. Por fim, o ato foi do Largo do Machado à Cinelândia.

AMBAS as REDES: A direção do SEPE em momento algum teve o cuidado de verificar se os calendários propostos em Assembleia eram compatíveis. As diversas atividades simultâneas impossibilitaram tanto a Unificação das Redes quanto a participação de professores com matrículas tanto do Município quanto no Estado.

30/09 – REDE MUNICIPAL: Os companheiros acampados na Câmara e sitiados pela polícia solicitaram apoio e ainda assim a Direção tentou manter o ato na prefeitura, abandonando os companheiros, por algum tempo, à exposição policial.

AMBAS as REDES: Por conta dos atrasos do Conselho Deliberativo, as Assembleias chegaram a ter duas horas e meia de atraso. Isso desmobiliza a categoria, tanto para ir às Assembleias quanto para se envolver no debate, valorizar as avaliações e participar até o final das discussões e votações.

AMBAS as REDES: Dos 48 diretores do SEPE Central que recebem licença sindical (ou seja, não dão aula para desenvolver as atividades do sindicato), poucos são conhecidos pela categoria. A maior parte desses diretores não está presente nas reuniões e mobilizações 15/10

AMBAS REDES: Repudiamos a negociação feita por diretores do SEPE com a Polícia, encerrando “oficialmente” o ato às 19h30, abandonando os companheiros do Ocupa Câmara (que tanto contribuíram com a ocupação dos professores) e tantos outros professores e militantes para serem presos e reforçando a fala da mídia de criminalização da legitima revolta popular que vivenciamos.

REDE MUNICIPAL: A direção Central não marcou nenhuma Assembleia extraordinária para discutir a ida a Brasília com a Rede Municipal

REDE ESTADUAL: Durante toda a Greve, a direção não produziu nenhum material mais desenvolvido sobre as questões da rede estadual.

AMBAS REDES: O site do SEPE não cumpriu seu papel de manter a categoria informada sobre todos os passos da greve. Diversas informações ou não foram para o site, ou foram com atraso. Sendo que algumas foram colocadas de forma a desmobilizar a categoria, como foi o caso do informe jurídico da liminar sobre o corte de ponto.

CARAVANA À BRASÍLIA A direção do SEPE Central não acatou a decisão em Assembleia do Estado da participação do Comando de Greve na mesa de negociação do STF. Além disso, a categoria não pode decidir sobre quais diretores participariam da reunião, tendo sido informada apenas após a chegada em Brasília. O roteiro colocado pela direção sequer incluiu o STF no ato realizado em Brasília, ficando essa mesma direção, a todo o tempo, preocupada em deixar a categoria distante fisicamente do local da reunião. A organização dos ônibus foi feita de tal forma, que boa deles foram vazios mesmo tendo pessoas querendo ir. Os ônibus foram alugados , inclusive, para saírem de Brasília antes do termino da audiência no Supremo! Isto, impossibilitou que a categoria, que enfrentou cerca de quarenta horas de viagem e arcou com todas despesas de alimentação, pudesse receber os informes imediatamente ao término da audiência. Por fim, a negociação realizada levou em conta apenas as punições arbitradas pelos executivos estadual e municipal e não a pauta das duas redes. Por todo o exposto acima nós repudiamos a Direção Central do SEPE/RJ pela sua postura de boicote sistemático aos movimentos grevistas de 2013, principalmente aos iniciados em 8 de agosto. Apresentamos ainda como propostas: Fim do aparelhamento de partidos ou organizações realizado na administração da nossa entidade . Solução imediata dos problemas de comunicação, ou seja, solucionar a postagem/atualização do site de forma precária; não comunicação por redes sociais (como Facebook); e falta de uma publicação regular (jornal ou revista)

Delegação dos profissionais de educação participantes da caravana à Brasília de 24/10/1013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

ETA GERAÇÃO BOA! Avante, garotada!

Fonte Anonymous Rio

Sinto muito, Estado, mas essas pequenas coisas, uma manifestação organizada por estudantes contra um poder autoritário dentro do próprio colégio, mostra que essa geração já tem a luta na alma!

"O Colig esteve presente hoje no protesto organizado pelos estudantes do Colégio Estadual Mendes de Moraes que vem sendo autoritária contra os professores e estudantes que estão na luta por uma educação pública gratuita laica e de qualidade.
Professores estão sofrendo processo por estarem em greve, sendo acusados por abandono. Os estudantes sendo ameaçados de suspensão e que não terão direito a renovação da matrícula.

Não podemos aceitar mais esse ato desse governo Cabral que utiliza de seu autoritarismo e através do diretor Marcos vem reprimindo a luta dos estudantes e professores.

Ai ai ai aiaiaiaiaiai EMPURRA O MARCOS QUE ELE CAI!!!

FORA CABRAL!!! FORA RISOLIA!!! FORA MARCOS!!! "



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Rapaz, professor de História, protestando sozinho, hoje, na ALERJ.

Fonte de imagem e relato: Anonymous Rio.




"Eu estava passando por lá, por volta de 14:40 hrs, retornando da Cinelândia, e tirei essas fotos pelo celular.

Precisamos mostrar que ele não está sozinho, precisamos nos unir, todos.

"Eu estava no centro do Rio hoje, eram por volta de 14:40 hrs quando passei em frente a ALERJ e vi este rapaz, sozinho, fazendo seu protesto. Entre momentos de silêncio, ele gritava palavras de apelo aos jovens, principalmente aos jovens. E, em meio aos apelos, ele se emocionou um bocado, explodindo um desespero abafado que vinha de dentro.
Ele estava com uma máscara contra gás. Quando a tirava, seus gritos e sua tristeza irrompiam, sufocados. Apesar do apelo, a maioria que passava pela ALERJ continuou passando. Alguns poucos pararam para prestar atenção. Alguns também, como eu, fotografaram com celulares e câmeras. Pouco antes de ir embora, ele disse, chorando, que era professor de História.

- Sorte a minha em ter você como companheiro de profissão. Você não está sozinho.

Juntos somos mais fortes. Pela liberdade. Contra a repressão, contra a prisão arbitrária, contra este Estado (de Exceção). Precisamos lutar, todos."

Não estamos sozinhos, o rapaz do manifesto "silencioso", a pessoa que mandou o registro e relato, somos um só!

Unidos como um! Divididos por zero!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

PM para ônibus com professores a caminho da manifestação e agride motorista



Um ônibus da linha 345 (Praça Mauá/Barra da Tijuca), da Auto Viação Tijuca, que levava cerca de 50 passageiros, entre eles muitos professores municipais, foi interceptado por um micro-ônibus da Polícia Militar na esquina das ruas de Santana com Benedito Hipólito, no Centro do Rio. A confusão aconteceu por volta das 16h30m. Os professores saíam da assembleia que aconteceu na manhã desta terça-feira, no Club Municipal, na Tijuca, e se dirigiam para a manifestação dos profissionais de Educação, na Candelária.


O motorista do coletivo, Gerson Rodrigo, de 28 anos, foi agredido por um policial militar e teve sua camisa rasgada. Segundo testemunhas, o PM entrou no ônibus e pediu a carteira de habilitação do motorista e o documento do veículo. Como Gerson se recusou a entregar os documentos, o policial o puxou pelo pescoço com uma gravata.

 

- Ele não pode exigir esse documento de mim, sei dos meus direitos. Falei que não daria a carteira (de motorista) e ele me enforcou. Quero processar o estado por dano moral e constrangimento - disse o motorista.

 

O motorista, o policial militar e várias testemunhas foram para a 6ª DP registrar a ocorrência.
— A princípio temos um caso de abuso de autoridade por parte do PM e desobediência por parte do motorista. Mas as duas versões são totalmente conflitantes. Nada impede, por exemplo, que o policial venha a responder por agressão. Vai depender do decrorrer das investigação — diz Bruno Gilaberte, delegado-assistente da 6ªDP.


O motorista, o policial e outras testemunhas estão sendo ouvidos.


Durante a confusão, o celular do motorista e a chave do ônibus sumiram. O ônibus continuou parado no meio da rua, bloqueando a via e deixando o trânsito intenso na região.
Comandante determina a prisão de policial
Em nota, a PM informou que o comandante-geral da corporação, José Luís Castro Menezes, determinou a prisão administrativa do policial militar que dirigia um microonibus da corporação e deu voz de prisão a um motorista da linha 345. "Segundo as primeiras informações, o motorista teria fechado o ônibus da Polícia Militar após uma freada brusca. Houve um princípio de briga quando o policial solicitou os documentos do motorista. Tanto os policiais que estavam no veículo quanto os passageiros do ônibus seguiram para a 6ª DP (Cidade Nova", informa também a nota.

É HOJE! #15deOutubroNegro


Dia 17
PA/Belém
https://www.facebook.com/events/648056195215448/?ref=22


https://www.facebook.com/events/648056195215448/?ref=22
A luta pela educação TEM QUE nacionalizar e se tornar uma Jornada pela Educação.

Essa luta não é de somente dos professores e muito menos é por dinheiro. Essa luta é de toda a sociedade!

É a educação que pode expandir mentes e horizontes, apresentar novas possibilidades e caminhos para o povo.

PROFESSORES DE OUTROS ESTADOS: organizem a classe em todo o país.

ALUNOS: Se organizem junto aos movimentos estudantis, DCEs e de forma autônoma e horizontal.

MOVIMENTOS E COLETIVOS SOCIAIS: lancem o chamado popular para ocuparmos as ruas de todo o país.

NÃO SABE COMO COMEÇAR A MOBILIZAÇÃO EM SUA CIDADE? Crie um evento e repasse para páginas pedindo divulgação e assim dê o "ponta pé" inicial!

QUANDO OS DE BAIXO SE MOVEM... OS DE CIMA TREMEM!

Seria uma atitude muito ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que permitissem às classes dominadas perceberem as injustiças sociais de forma crítica.
Paulo Freire

"Um povo unido é um povo forte
Não teme a luta e nem a morte
Avante que essa luta é minha e sua
Unidos venceremos e a luta continua"

A mentira da direita medrosa e da esquerda carcomida a respeito dos Black Blocs

Acabei de ver no perfil do Navalha na Carne no Facebook o link dessa matéria no site do IG e recomendo a todos que leiam....


Conservadorismo político gera mais reclamações sobre mascarados que sobre ações do PCC, afirma filósofo

Os que ficam muito tempo diante da TV e andam pouco nas ruas têm uma facilidade grande em reproduzir mentiras vindas pela telinha, principalmente se essas mentiras ajudam a tranquilizar o espírito já petrificado, avesso à investigação empírica para além do amálgama de imagens. É exatamente a propagação e a reiteração da mentira, o que mais tenho visto por esses dias, principalmente entre os que resolveram assimilar a imagem de qualquer pessoa quebrando porta de banco a um comportamento dos Black Blocs.
Em certos analistas, o que os faz confundir tudo, não é desonestidade intelectual, mas é ignorância mesmo. Não sabem nada da história do libertarismo. Culpam Rousseau de tudo que pode parecer uma apologia ao “poder do povo”. Não tem qualquer ideia de como o anarquismo se desenvolveu na Europa e de como ele aportou aqui no Brasil. É gente que nunca visitou o arquivo Edgard Leuenroth da Unicamp e desconhece a tradição anarquista no Brasil de antes de 1930. São pessoas que não leram os textos de Maurício Tragtemberg na PUC-SP e na Unicamp. São marinheiros de primeira viagem no campo da filosofia política, e não notaram que o libertarismo, por razões especiais, ressurgiu entre a juventude europeia e americana no comecinho do século XXI, e que agora, em forma de “segunda geração”, ganhou espaço no Brasil. Razões especiais? Sim! Essa juventude libertária surgiu no vazio deixado pela política tradicional por causa do eclipse, de um lado, do comunismo da URSS, e de outro, pelo esgotamento do projeto Reagan-Thatcher.
Não entendendo esses elementos que, para quem acompanha a filosofia política e a própria política são fáceis de ver, vários analistas recebem as lições diárias formadas pelas imagens completamente bagunçadas das TVs. As desculpas de Arnaldo Jabor aos jovens, quando dos protestos de junho, deveriam ter alertado esse pessoal. Mas não adianta, ninguém muda a cabeça desse pessoal que se acostumou a acreditar na reportagem televisiva desde garotinho. Viram Jabor errar feio e, assim mesmo, continuando errando igual!
O progressismo político, que ainda crê na “História”, pode ser um cancro para o cérebro, mas o conservadorismo político que, ao ouvir o nome “Black Bloc”, faz xixi nas calças porque imagina milhares de mascarados atirando coquetéis molotov nos bancos (como gostam de proteger bancos esse pessoal conservador!) e sangrando velhinhas nas ruas, é bem pior.
Aliás, essas pessoas, tanto à esquerda quanto à direita, reclamam bem menos quando São Paulo e Rio param por causa de guerra entre PCC e polícia. Mas, quando a TV filma papelão pegando fogo à noite, de modo a imitar uma praça de guerra, e fala de “mascarados de preto”, ah, aí sim vemos como que aparece lá uma professora de esquerda para dizer que há fascistas nas ruas, e sua voz se une a do professor de direita, que só falta dizer que ele mesmo viu barricadas nas ruas, já quase como na Comuna da Paris. A imaginação desse pessoal é infantil quando se trata de falar sobre política.
Esse pessoal que pensa pouco e fala muito, por incrível que pareça, são professores universitários. Eles recebem imagens de meia dúzia de gatos pingados sem camisa, quebrando um vidro de banco, e então acreditam que isso é o mesmo que os militantes abraçados, de preto e de máscara preta, que enfrentaram a polícia para proteger os professores do Rio de Janeiro. O mais triste é ver que alguns desses analistas são professores!
Para o bem ou para o mal, esse pessoal olha para os Black Blocs com lente de aumento e, ainda por cima, olham torto. Claro que se eles quisessem ser sérios olhariam o Youtube, sairiam às ruas, conversariam com os Black Bloc, participariam de manifestações, e então veriam algo mais próximo da realidade. Mas a realidade é muito simples, não é tão fantástica como na imagem da TV, que funde acontecimentos sem qualquer critério. Esses professores, esses analistas, preferem viver esse “clima de revolução” que em parte eles próprios inventaram nessa proporção. Agora, quando ocorre realmente algo digno de ser comentado, que foi o ataque da polícia aos professores, seguido da defesa desse pessoal feita pelos Black Blocs, aí não encontramos mais esses professores de esquerda e direita para comentar. Eles estão de volta ao sofá, tomando lições com William Bonner e outros similares.
Paulo Ghiraldelli, 56, filósofo, escritor, cartunista e professor da UFRRJ
Blog pessoal: http://ghiraldelli.pro.br

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

REUNIÃO DO PREFEITO EDUARDO PAES COM OS REPRESENTANTES DOS CONSELHOS DE DIRETORES, FUNCIONÁRIOS, PROFESSORES E RESPONSÁVEIS

Anotações da profª Monica Mello sobre a reunião de ontem:

A reunião foi realizada no Palácio do Catete, com a presença da Secretária Municipal de Educação Cláudia Costin, a Subsecretária de Ensino Helena Bomeny, a Coordenadora de Gestão Escolar e Governança Kátia Max, a Coordenadora de Recursos Humanos Maria de Lourdes Albuquerque Tavares e o Secretário Chefe da Casa Civil Pedro Paulo.

O prefeito Eduardo Paes abriu a reunião traçando um panorama dos últimos acontecimentos envolvendo educação municipal.

Alguns pontos a destacar:

-Necessidade do retorno às aulas para não prejudicar ainda mais os alunos.
-Não reconhece o SEPE como único representante da categoria.
- Vai buscar novas formas de interlocução com os profissionais da educação
- Admite voltar a negociar, inclusive com o sindicato, somente após o fim da greve.
- O plano é irrevogável.

Justificou a falta de diálogo anterior por parte dele com os Conselhos, por desconhecer a existência dos mesmos. Reconheceu a importância da utilização de mais esse canal de comunicação com a rede e se propôs a realizar novos encontros, como o de hoje. Também se dirigiu à secretária pedindo que mantivesse reuniões com os conselhos representados.

Ao ser questionado sobre o PCCR enviado pelo SEPE, diz ter recebido e lido e aponta como principal falha o erro nas contas, que levavam a um salário final absurdamente alto para os professores. Disse que como era um documento elaborado e enviado por representantes da categoria deveria ter havido todo cuidado na elaboração do mesmo, bem como nos cálculos.

Quando conselheiros representantes da 9ª CRE, tanto do segmento diretor como do segmento professor, solicitaram um novo encontro com a presença do SEPE, o prefeito reiterou que não volta a negociar com o sindicato, enquanto a greve não terminar. E também, não antes que sejam retirados da pauta do SEPE itens que categorizou como inegociáveis, como a solicitação da saída da secretária Cláudia Costin ou a retirada do Plano de Cargos Carreiras e Remunera

REUNIÃO DO PREFEITO EDUARDO PAES COM OS REPRESENTANTES DOS CONSELHOS DE DIRETORES, FUNCIONÁRIOS, PROFESSORES E RESPONSÁVEISção.

Não delega a outros poderes ou atribuições que são suas, como é o caso da escolha dos seus secretários.
No momento em que uma conselheira disse que gostaria de sair da reunião de hoje com uma decisão sobre o problema da greve, o prefeito esclareceu que o encontro de hoje não tinha caráter deliberativo. E afirmou que só quem pode determinar o fim da greve são os profissionais em assembleia com o seu sindicato.

Um representante do conselho de funcionários reivindicou a redução do número de alunos por merendeira. O próprio prefeito havia comentado o tempo curto de serviço das merendeiras que em torno de cinco anos apresentavam problemas de saúde, sendo readaptadas. Tendo questionado se uso de maquinários ajudaria e apontado a chegada dos APAs como uma das soluções para o problema.

A diretora Aparecida Gonçalves, conselheira da 9ª CRE apresentou como sugestão que a prefeitura disponibilizasse um APA para trabalhar como ajudante de cozinha, a fim de retirar a sobrecarga das merendeiras, que passariam a se responsabilizar somente por preparar e servir os alimentos. Sugeriu ainda que a prefeitura verificasse a possibilidade de a COMLURB assumir a responsabilidade pela limpeza do refeitório, que hoje é uma das atribuições das merendeiras ou APAs.

O prefeito afirmou que a “Meritocracia” é uma característica do seu governo e não é responsabilidade da secretária Cláudia Costin. Afirmou não aceitar retirar este sistema, porém admitiu ser possível rever alguns parâmetros do mesmo, na educação. Citou, hipoteticamente, o caso de uma unidade escolar que já tivesse alcançado uma boa nota e podendo assim ficar isenta de aumentar esse índice, precisando apenas mantê-lo para receber o prêmio.

O professor Thiago Monteiro fez um resumo do movimento dos profissionais da educação, citando as principais razões que levaram a categoria à greve. Esclareceu que não foi o SEPE que rompeu com os acordos feitos com a prefeitura durante as negociações. E, sim a categoria, em assembleia, que não havia aceitado esses acordos. Tendo enumerado os motivos que levaram os profissionais a decidir pela permanência na greve em cada uma das ocasiões.

Um representante do Conselho de Funcionários reclamou a não existência de um simulador de salários para os funcionários, no site. O prefeito apresentou o funcionário, Lucas, que criou o simulador e solicitou a ele que colocasse no site um simulador, também para os funcionários de apoio à educação.

A Srª. Fidelina, do Conselho de Responsáveis pediu alegou que os professores não estavam levando os alunos em conta em suas falas. Solicitou que todos retornassem às aulas. E que, na busca por seus direitos, não privassem os alunos do seu direito às aulas. Agradeceu a fala de uma merendeira, mas alegou que o fato de ela estar em greve está deixando os alunos sem alimentação.

Questionado sobre o parcelamento em cinco anos da equiparação do PII com o PI, fato que não ocorreu com os professores de 40 horas, o prefeito afirmou que, se pudesse faria o acerto de imediato, mas que as contas não permitem. E, que se foi possível que essa equiparação ocorresse de imediato com os PII de 40 horas é porque o número desses profissionais é muito menor do que os de 22,5, ativos e inativos. Ressaltou que esse foi um ganho enorme para a categoria e que espera ser lembrado como o prefeito que corrigiu essa desigualdade. Lembrou que o fato de ele ter dado o reajuste de 8% para toda a categoria, também foi fator que contribuiu para que houvesse o parcelamento dessa equiparação. Porém achou importante que todos tivessem um ganho real com a implementação do novo PCCR.

Quando questionado sobre a climatização e a construção de novas escolas, em resposta a uma solicitação do Conselho de Diretores na última reunião, disse que já existe um documento no site que traz detalhes de como e quando serão implantados.

Citou as melhorias efetuadas na rede como a contratação dos secretários, de agentes educadores, dos porteiros, concurso para novos professores, o número de EDIs construídos e diz não entender, que se “detone” a rede como um todo. Que críticas podem ser feitas, mas não se pode diminuir o valor do trabalho que é desenvolvido na Rede Municipal de Educação.

Reiterou que o PCCR não saiu melhor por falta de tempo. Afirmou que precisaria de 90 dias, mas que para cumprir com o acordado com o SEPE, correu para entregar o plano dentro de 30 dias, tenho atrasado somente um dia.

Voltou a dizer que não existe a possibilidade de revogar o Plano, porém admite continuar o diálogo e implementar melhorias no mesmo.

Afirmou que sua primeira ação seria acrescentar o lato sensu como critério de enquadramento para os demais professores.
Confirmou que haverá o corte de ponto para os grevistas, a partir de 3 de setembro.
Tendo sido solicitado pelos pais que definisse a reposição das aulas, voltou a dizer que a reposição será negociada com as direções em cada unidade escolar.

Relatório elaborado pela professora Jeanine Serenado, conselheira representante da 9ª CRE com a colaboração da professora Mônica Mello, conselheira representante da 7ª CRE.

Ressalto que o resumo da reunião foi feito a partir de nossas anotações e observações durante a reunião e não temos a pretensão de que seja isento de erros.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Amigos que possuem filhos nas escolas do Município do Rio, sua presença é fundamental!


Quando a greve da Educação vira caso de polícia

por Wíria Alcântara

Desde o dia oito de agosto que os profissionais de ensino das redes estadual e municipal do RJ se encontram em greve. Em pauta as antigas discussões que envolvem reajuste salarial, plano de carreira e melhoria nas condições de trabalho, assumem novas roupagens num cenário de contrarreformas e de reestruturação da natureza da escola pública, organizadas no Rio de Janeiro pelos governos do PMDB e seus secretários economistas, Risolia e Costin.

O projeto de submeter a educação pública aos interesses das classes dominantes não é novo, tampouco a tentativa de alijar as classes populares do domínio crítico dos saberes, como forma de mantê-las sob controle dos poderosos. Entretanto o que vivenciamos hoje é a tentativa de imposição dessa máxima da forma mais perversa possível, através da força desmedida e da violência.
Não é de hoje também que greves e manifestações de profissionais da educação são criminalizadas, e o avanço de interesses privados na área só intensifica esse processo. Vivemos um período onde a natureza dos currículos se encontra em disputa, não pelas diversas correntes do pensamento pedagógico, mas sim por Institutos e Fundações Privadas que enxergam na educação um importante nicho de lucros para a venda de seus pacotes “pedagógicos”: apostilas e projetos diversos.

Para que essa proposta se efetive no interior das escolas os professores precisam ser “disciplinados” no manejo dessas novas ferramentas de ensino, e é por isso que no coração dessa reforma estão os chamados professores “polivalentes”. O professor polivalente é aquele que irá ministrar diversas disciplinas, sem a formação específica para tal. Amparado apenas pelas apostilas, vídeos e demais aparatos concebidos fora do espaço escolar.

O rico exercício de planejar, debater, conceber o Projeto Político Pedagógico, as aulas, as avaliações, contraditoriamente vai deixando de ser tarefa daqueles profissionais que vivenciam cotidianamente os anseios, as frustrações e necessidades de estudantes e comunidades escolares.

Nesse sentido a tentativa de silenciar os profissionais da educação, e a sua luta em defesa da escola pública, compõe a face mais desumana de um estágio de dominação que não se satisfaz apenas com o apassivamento das massas, mas que visa também, e principalmente, saquear recursos públicos que deveriam estar sendo investidos na escola e na valorização de seus profissionais.
É contra esse modelo que nós profissionais da educação nos insurgimos, tomando as ruas desde o mês de agosto e reafirmando que nossa luta vai muito além da reivindicação salarial. Ao localizarmos a disputa político pedagógica no centro da luta ultrapassamos de forma consciente o estágio meramente econômico-corporativo para um estágio de embate ético-político com os governos do estado e do município.

E é exatamente aí que mora o perigo, ao tomarmos as ruas denunciando o projeto de educação e de sociedade que está por trás das políticas de desmonte da escola pública e de ataque à seus profissionais, ocupamos o terreno da disputa ideológica derrubando o tão conclamado mito do “Estado Democrático de Direito”.

Ao assumirmos o protagonismo da disputa pelos rumos das políticas públicas para educação e para a nossa carreira nos confrontamos diretamente com os interesses privatistas das corporações e empresários que dominam essa cidade e estado, e que têm garantido a eleição e reeleição de governos e da grande maioria dos parlamentares. Por isso não nos surpreende a truculência e a repressão que se abateu sobre nós, trabalhadores da educação e sobre a nossa entidade de classe, o SEPE*.

A violência desproporcional, o autoritarismo e a falta de democracia, direcionada contra trabalhadores da educação em plena luz do dia na Cinelândia infelizmente não é diferente daquela presente no cotidiano de favelas e áreas periféricas de nossa cidade e estado, e que ultraja nossos alunos. Talvez por isso também que a nossa luta tenha encontrado tanto apoio entre os pais e os próprios alunos das escolas públicas. A população não aguenta mais o descaso dos governos, a falta de ética, a corrupção generalizada. As mobilizações de junho pavimentaram o terreno para as nossas greves de agosto. O professor lutando também está ensinando!

Wíria Alcântara é Professora do Ensino Básico/Graduada em História e Mestre em Educação pela EPSJV – Fiocruz/Membro da Direção Colegiada do SEPE/RJ.

Explicando melhor o plano de cargos e salário do Eduardo Paes.

Ana Cristina Mendes


3 000 professores 40h = R$ 4 000,00.

24 000 prof. II - 22,5h (1º ao 5º ano) = R$ 1 300,00

15 536 prof.: I - 16h (6º ao 9º ano) = R$ 1 600,00


Esses salários são com os 15,2% de aumento anunciados pelo prefeito. Só que ele não explica isso pro povo. Só fala da minoria de 40 h como se todos os 42 000 tivessem essa carga horária.


 E o plano de carreira que ele enfiou nossa goela adentro a base de bombas, spray de pimenta, etc. só contempla a minoria de 40 h. E nós que somos intransigentes?

 Não satisfeito com esse carinho, ainda quer que demos aula de todas as disciplinas do 1º ao 9º ano, com apostilas, livros e cd comprados (superfaturados) da Fundação Roberto Marinho, Cultura Inglesa, Fundação Airton Senna, Sangari, etc.

 E sejamos avaliados bimestralmente, gastando uma fortuna a empresa terceirizada, para fazer essas avaliações.

Agora o povo entende porque o Rio de Janeiro é o antepenúltimo pior estado do Brasil e pra onde está indo o dinheiro do Fundeb?

sábado, 5 de outubro de 2013

MANIFESTO DESABAFO
 
 


 Ontem vi uma msg que recebi inbox de um SARGENTO DA PM, ME XINGANDO, ME INSULTANDO, DIFAMANDO E OFENDENDO. Suas exatas palavras (que podem ser lidas na imagem do paint) foram: "MAIS UMA VAGABUNDA MACONHEIRA ANARQUISTA QUE APOIA A DESORDEM NO RIO,QUER FALAR MAL DA POLÍCIA FALE NA CARA SUA PIRANHA,NA NET É MOLE!!!!!!!" A msg foi enviada no dia seguinte ao fatídico e terrível 7 ...DE SETEMBRO, mas como caiu na caixa "outros" só visualizei ontem. Na hora foi outro choque! Já não bastasse todo o gás de bombas que já respirei, todas as corridas fugindo de balas que tive que dar, todas as ameças de agressão, toda a tensão em atos...agora o terrorismo pessoal, direcionado, não contra um ser no meio da massa, mas contra a minha pessoa em particular, no meu perfil, onde tenho amigos queridíssimos que me acompanham, me conhecem, e sabem da verdade de meu coração. Sou uma pessoa que, como milhares deste Estado, está indignada com a situação política e a truculência cometida pela PM, não só nas manifestações, mas também no cotidiano das comunidades, no modus operandi pautado em subornos, mentiras, uso da força bruta, agressão, humilhação a negros e pobres, assassinatos e chacinas.
Mas eu escolhi não me calar. Uma frase é muito forte em minha mente: "Se você cala diante de situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor." Desde tenra idade, quando fui do Grêmio do CEFET/RJ, minha escolha foi a luta e a a militância para a construção de " um outro mundo possível". E assim será, porque não é de minha índole me acovardar.
O que me impressiona é o nível da baixaria a que chega a Corporação da PMERJ. Exponho claramente o que penso e acredito com argumentos em meu perfil particular. Um direito que é meu e garantido pelo Artigo 5º. da Constituição. Nunca entrei em página pessoal de PM algum para ofender, xingar, reclamar ou mesmo criticar as atitudes covardes que estão cometendo contra a população que deveriam defender e da qual advém e depende seus salários. Se todos parassem de pagar seus impostos, nenhum deles poderia levar seu soldo para casa no final do mês.
Esta falta de noção da PM de sua co-dependência do povo é impressionante! Uma arma na mão faz com que a sensação de força se sobreponha à lógica das inter-relações sociais. Claro que todo este pensamento limitado e castrador se deve à falta de estímulos de educação e conhecimento e, ironicamente, hoje, não são os "mascarados" que estão levando bombas, balas e porradas nas ruas, mas sim os professores.
"A prática é o critério da verdade". E a forma que a PM e o (Des)governador Sergio Cabral tem agido mostra que não há justificativas possíveis para tamanha insanidade e abuso de poder. Assim, sem argumentos, a única coisa que o Sr. Emerson Veiga, Sargento da PM, pode fazer, foi me xingar e ofender, numa tentativa nítida de coação.
Mas tudo que falo via net, já falei na cara de vários oficiais do contingente da PM, em várias oportunidades que tive, e tenho amigos que são testemunhas disto.
" A paz sem voz não é paz é medo." Eu não tenho medo e quero usar meu direito à minha voz.
Ao invés da PM cumprir seu papel e dever social, ainda fica, além de massacrar, agredir a população e assassinar Amarildos, gastando tempo invadindo o perfil pessoal de militantes para os coagir e difamar, como feito comigo.
Meu PC está estranho... na rede pessoas que solicitam amizades são rejeitadas sem que eu sequer veja as solicitações. Os programas travam do nada, e anda aparecendo uma janela avisando que o processador de comandos do Windows parou de funcionar. Achando que era vírus tentei escanear inúmeras vezes com antivírus que também trava e não consegue concluir o escaneamento.
Depois de ver a mensagem entendi que o que eu achava que era apenas um problema de meu PC pode ser algo mais invasivo de vigilância e hackeamento. Pelo "decreto inconstitucional" criado por Cabral, posso estar sendo monitorada em minhas atividades na web. Como é um governo de bosta, passa quase como um elogio não fosse algo muito similar às atitudes correntes em ditaduras e sistemas anti-democráticos.
Contudo, só tenho uma coisa a declarar: NÃO DEU, NÃO ESTÁ DANDO , NÃO DARÁ CERTO. CONTINUAREI MEU TRABALHO DE DENÚNCIA: FALANDO, CLAMANDO E RECLAMANDO CONTRA A INCOMPETÊNCIA, A CORRUPÇÃO, A ROUBALHEIRA E O ABSURDO DESTE ESTADO E O DESPREPARO, BARBARIDADE, TERROR E TRUCULÊNCIA DA SUA PM.
ENQUANTO HOUVER OPRESSÃO ESTAREI NA LUTA, ATÉ A VITÓRIA!!!

Gleise Nana

#FORACABRAL
#FORAPAES
#OCUPACAMARA
#RESISTENCIA
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Eduardo Paes e o PCCR ( Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração) A VERDADE!


O vocalista da banda Detonautas, o Tico Santa Cruz, é uma pessoa q se demonstra preocupada com a situação política do nosso país, e como todos os brasileiros (dos q usam a massa cefálica) fica indignado com a corrupção e com políticos corruptos. Ele tem o costume de debater esses e outros assuntos em sua rede social. E hoje fez a seguinte postagem:


"Hoje saiu um Ranking mostrando que a o BRASIL ocupa o Penúltimo lugar no Ranking de valorização dos Profissionais da Educação. 
Nos últimos eventos no Rio de janeiro, observamos uma mobilização intensa da classe que foi BRUTALMENTE REPRIMIDA por uma POLÍCIA COMPLETAMENTE DESPREPARADA.
Minha função como artista não é apenas estar no palco e aparecer na TV ou nas revistas de fofoca desse país. Me sinto no dever de participar ativamente das questões políticas e sociais do meu País. E é o que faço, seja quando estou organizando ou participando das mobilizações ou quando estou dando meu apoio público para as causas que acredito serem importantes para a sociedade.
Entrei em contato com PREFEITO DO RIO - Eduardo Paes - Para questionar a respeito do posicionamento da Prefeitura com relação a este tema.
Fui prontamente atendido e recebi vários e-mails com algumas informações que o próprio Prefeito fez questão de me enviar para esclarecer minhas dúvidas.
Esse diálogo é fundamental e agradeço a atenção dispensada e o respeito pelo meu questionamento.
Todavia, preciso entender melhor estas relações e vou deixar a disposição dos PROFESSORES - nesse primeiro POST ( FAREI OUTROS COM O CONTEÚDO DOS E-MAILS RECEBIDOS ) Duas FOTOS:

- ATA DE REUNIÃO DE UM GRUPO DE TRABALHO PEDAGÓGICO entre a Prefeitura do Rio de janeiro e o SEPE.

- ATA DE REUNIÃO DE NEGOCIAÇÃO ENTRE A Prefeitura do Rio de janeiro e o SEPE.

Ambas assinadas por todos os envolvidos nesta crise e com pontos determinados que depois foram questionados pelo SEPE.

Quero saber porque o SEPE assinou a ATA concordando com os pontos que foram propostos e depois manteve a Greve.

Sendo assim, para que eu possa me informar melhor, conhecer de forma mais profunda este assunto - até para participar junto a Prefeitura do Rio de janeiro em prol de um acordo com os Professores - Classe que respeito e considero muito.

De forma que peço que os PROFESSORES QUE ME SEGUEM, assim como os responsáveis pela liderança do SEPE - se acharem importante minha participação nesta questão - que por favor comentem e esclareçam estes pontos que foram inicialmente firmados e assinados e que agora estão sendo contestados.

Desde já agradeço a atenção do Prefeito EDUARDO PAES e das LIDERANÇAS DOS PROFESSORES.
No que eu puder colaborar, estarei colaborando.

Ps: Não tenho intenções políticas e nem ambições para me tornar Deputado, Vereador ou assumir qualquer cargo do Legislativo neste momento de forma que minha interação neste assunto é puramente por acreditar que como artista e ATIVISTA seja o mínimo que eu possa fazer.

Abraços a todos que estão nessa Luta
Tico Sta Cruz"

Junto com esse texto enviou essas duas fotos:




Como resposta, até agora (01:03hs do 05/10) ele teve 1.733 curtidas em seu post, 338 compartilhamentos e 264 comentários e respostas a seus questionamentos. Ele recebeu muitos comentários parabenizando ele pela atitude. Abaixo algumas das respostas de professores, alguns com mais de 20 anos de carreira.

Vou começar por esta resposta:

Fernanda Palomanes R. Gomes: Tico Santa Cruz. Vou tentar explicar o inexplicável: Trabalhamos em condições subhumanas, turmas com 43, 45, 50 ou 52 alunos, sem climatização, porrada e bullying, sem poder disciplinar os alunos q excedem , até, em casos extremos, como roubos, agressão verbal e física .Tenho dois jovens alunos deficientes visuais totais, q, na minha opinião, estão sendo torturados, devido a turma superlotada e barulhenta p eles . Só quem trabalha numa escola sabe o INFERNO q passamos.
Pois bem, iniciamos a greve, (o município não fazia greve há 19 anos) conseguimos a promessa (porq ata não é acordo oficial), de um plano de carreira, onde o sindicato participasse, dando opiniões e informando a categoria, mas para isso a prefeitura pediu p parar a greve. A categoria (7 mil em assembleia se dividiu e um grupo dizia não confiar no governo e q queria a melhoria pedagógica : menos alunos por turma, liberdade pedagógica, 6 tempos q nos foram tirados, a volta do espanhol p a grade e o fim do acordo c a cultura inglesa q obrigou a rede a colocar só o inglês na grade; ou seja, coisas q só quem é da prática sabe q é importante; o problema da superexploração das merendeiras, etc). Então o governo fez uma outra ata com o sepe e até a categoria (muita gente nas assembleias, o consenso é mais lento) se conscientizar e retornar ao trabalho, levou algum tempo.
O q ocorreu? Nós voltamos p o trabalho e o governo quebrou sua palavra, não mostrou o plano de cargos p o sindicato (SEPE), fez um plano q atendia cerca de 5% da categoria, induzindo que os professores de 16h, 22,5h, 30h, migrassem p 40horas (para ser mais explorado e ficar maluco, porq não é a mesma coisa q nas universidades federais q o prof tem 2 turmas, com 8 tempos em sala; no município teríamos 32 tempos, dependendo da matéria, com 16, 10 ou 8 turmas, COM 45 50 ALUNOS, OU SEJA, A MORTE!!!!) . É a SUPEREXPLORAÇÃO DO PROFESSOR NUMA ESTRUTURA CAÓTICA; MATA DE INFARTE , AVC, DEPRESSÃO, CÂNCER, ETC
O Prefeito, sem mostrar o plano p a categoria, foi apresentá-lo no Palácio p uns 30 vereadores da base aliada, com risoto de camarão, tipo foda-se vai ser aprovado. Foi p câmara, foram feitas emendas pelos vereadores, por causa da mobilização, sem consultar a categoria. E no dia da votação, os profs. assumiram a Câmara. Vereadores de oposição não tiveram acesso ao plano (PASME!). Esses prof. foram expulsos pela polícia, sem mandato, a globo falou q os prof do lado de fora soltaram um coquetel molotov (MENTIRA!) e assim foi feito o cerco à câmara p a votação no dia 1 de outub, com aparato de guerra p expulsar a categoria da Cinelândia, com P2 infiltrados, violência, bombas caindo do alto dos prédios, etc, com os Black blocs ajudando os professores.
Acho q consegui resumir um pouco a questão. Mas todo o processo é bem complexo. Qualquer dúvida, SEPE, vereadores de oposição. ESTÃO MATANDO OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO AOS POUCOS, JUNTAMENTE COM OS FILHOS DOS TRABALHADORES, p fazer copa, olimpíadas e porto maravilha. Quero escolas e hospitais maravilhas. Não sou filiada ao sepe, sou prof. há 20 anos, sempre em sala, não sou vinculada a partidos, MAS AMO O QUE FAÇO! Um abraço e obrigada pelo interesse. Fernanda P. R. Gomes.

Priscila Pri: Tico, sou professora da Rede Municipal e estou em greve desde o início. O prefeito não cumpriu os acordos. Nós sim, suspendemos a greve com a promessa de que o Sepe faria parte do Grupo de trabalho de elaboração do plano de cargos e salários dos profissionais de educação, o que não ocorreu. Mediante a apresentação de um plano que não contempla 93% da categoria, nós, professores e profissionais da educação decidimos retomar a greve. Isso sem falar na pauta pedagógica que foi falada mas nada concreto foi apresentado. A meritocracia continuará assolando nosso trabalho, nossas salas continuarão lotadas e a aprovação automática continuará ocorrendo, ainda que de forma velada. Entre outros graves problemas de estrutura...

Fernanda Paschoal Xavier: Tico, primeiro que as atas não são acordos. E o Sepe não tem autonomia para encerrar a greve.
Quando se coloca dessa maneira, pressupõe que nós educadores somos massa de manobra, o que nós definitivamente não somos. Se voce ler atentamente todos as atas, verá que em momento nenhum, houve de fato predisposição de que de fato algo seria feito. Tudo ficou sugestivo, ou a sensivel as nossas reivindicações.
Nada concreto.
Essa não é uma greve apenas por questões salariais. É pelo de gestão educacional que está ameaçado.
Muitos colegas acima postaram pontos de reinvidicações. E uma postou sobre o plano de carreira que joga tanto a vida do educador, quanto a educação no lixo.

Maisa Dias: Tico ... A elaboração do plano de cargos e salários foi uma reivindicação nossa, nem sequer cogitada pelo Prefeito anteriormente. Conforme ata da reunião, segundo a foto postada por você, ele se comprometeu a elaborá-lo juntamente com o GT do SEPE, o que não aconteceu. A partir daí, podemos começar a discussão, que ainda teria inúmeros outros pontos.

Danny Ribeiro: Para mim, a questão mais fundamental na greve é a pauta pedagógica, especialmente a redução do número de alunos por turma, que, além de destruir a saúde dos professores, torna o aprendizado insustentável.
No entanto, antes do retorno às aulas, eu fui uma das que estava votando pela suspensão da greve. Eu entendia que tínhamos conquistado a negociação, que se daria através de dos GTs e que a resolução desse problema, que demanda a construção de novas escolas, não poderia ser imediata. Da mesma forma, outros pontos da pauta também não poderiam ser conquistas dos em greve, como o 1/3 para planejamento e o 6º tempo de aula.
Racionalmente eu sabia que estas questões eram estruturais e que só poderiam consolidar para o ano letivo de 2014, e ainda assim gradualmente. Então, defendi que deveríamos voltar às aulas e ficar atentos ao andamento das negociações. E aí, se fosse o caso, se as coisas não fossem encaminhadas da forma devida, ao menos com prazos determinados para estas mudanças, não retornaríamos às aulas no ano letivo seguinte.

Assim como eu, muitos outros pensaram o mesmo e decidimos retomar as aulas, inclusive para não sermos acusados de intransigência, precisávamos topar a proposta de negociação.

Voltamos às salas de aula e, na semana seguinte, chegou o prazo para entrega do plano de carreira. Ainda que fosse excelente para a categoria, a prefeitura já não havia cumprido com as atas, já que o SEPE não participou da sua formulação e sequer teve acesso ao texto final antes que este fosse encaminhado à Câmara.

No momento em que tivemos acesso e vimos o quão prejudicial era, a decisão foi unânime pelo retorno. E aí, agora, precisaremos de coisas mais concretas para retornar. Já vimos que, se em relação ao plano, que era algo objetivo, foi assim, imagina em relação às mudanças estruturais.

As coisas já não andam bem há muito tempo, mas agora estamos mais unidos que nunca e não aceitaremos mais ver a destruição acontecer na nossa cara sem fazer nada.


Roberta Flores: Entretanto, na gestão do Eduardo Paes, algo de diferencial aconteceu, ele convidou para assumir a secretária de educação, uma economista, isto mesmo, uma ECONOMISTA! Economistas entendem de acumular capital, de economizar... Verbo que não rima com educar! Educar custa caro, todos que tem filhos sabem bem disso. Educação pública de qualidade então, custa muito caro, pois a escola deveria garantir às crianças de classe popular, acesso aos bens culturais que as crianças de classe média e alta têm através de suas famílias: livros de literatura, ida ao teatro e ao cinema e etc. Infelizmente, está não é a missão da secretária Cláudia Costin no Rio de Janeiro, a sua missão é instalar no Rio de Janeiro um modelo de educação pública que foi instalado nos Estados Unidos na década de 60 e hoje estão colhendo o resultado (não precisamos nem comentar o que vem acontecendo nas escolas americanas, não é?). O seriado "Os Simpsons" tem um episódio que ilustra a política de meritocracia falsa que foi aplicada nos USA e está sendo aplicada no Rio de Janeiro desde que este governo assumiu a prefeitura, onde os alunos são treinados para responder as provas do governo, que dirão se a escola atingiu as metas estabelecidas, gerando um prêmio em dinheiro para os professores pelo mérito (!). No episódio, os alunos fracos são retirados da escola para não realizarem as provas e não diminuírem a nota da escola! Qualquer semelhança não é mera coincidência!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Post Completo do PM Tiago que sente "orgulho" de ter espancado professor!


Esse é post que o PM (safado e covarde) postou em sua rede...ele é tão burro que postou isso...mas o que esperar de um PM?

Mesmo tendo apagado o post e excluído seu perfil, já era...caiu na rede um abraço...segue a imagem do ultimo post do PM valentão que bate em professores...

É só clicar na imagem e dar zoom....



Major Pinto que forjou flagrante com morteiros já havia recebido voz de prisão por abuso de autoridade!

  1. E o major Pinto, aquele envolvido no banho de spray de pimenta nos professores na segunda e na detenção com flagrante forjado na terça, já havia recebido voz de prisão por abuso de autoridade.

    Mas a impunidade manteve esse marginal na rua. Deu no que deu. E se não tivesse sido flagrado forjando o flagrante, o que daria para o menor?


    • Esse Major Pinto é exatamente o mesmo que está afastado pelo Comando da PM porque forjou que um menor estaria de posse de morteiros e ainda o algemou. Vai ser investigado. Quando o Major Pinto brigava com a advogada ele estava nervoso, com o menor também estava nervoso sem falar quando jogava spray de pimenta em cima de professores na entrada da câmara de Vereadores. Nas três situações a truculência do oficial Pinto da PM esteve sempre presente. A PM deveria submete-lo a um exame psiquiátrico.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

LISTA DOS VEREADORES QUE VOTARAM CONTA A EDUCAÇÃO!



Sindicato dos Advogados repudia repressão aos profissionais de educação

02/10/2013
SEPE-RJ

O Sindicato dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro manifestou sua indignação contra o comportamento dos governos estadual e municipal por ocasião da votação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração da Rede Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Confira a nota:

O Sindicato dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro repudia, profundamente, o tratamento concedido pelo prefeito Eduardo Paes aos profissionais de educação das escolas municipais. A lamentável repressão feita pela PM aos professores poderia ter sido evitada, se o prefeito tivesse um mínimo de sensibilidade social e, com isso, sem prejuízo nenhum para a sua administração - ao contrário! –, poderia ter retirado a sua proposta de plano de carreira do processo de votação, ganhando mais tempo para retornar a negociação.

Repudiamos, também, a postura do governador Sergio Cabral, que não teve o menor escrúpulo de mandar a polícia militar reprimir os educadores; como também criticamos, veementemente, o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Felipe, que se absteve, vergonhosamente, de agir de modo autônomo, chamando todos os setores envolvidos a buscarem a negociação – ao contrário, o presidente da Câmara, utilizando métodos vergonhosos, desde esconder da oposição a proposta do prefeito, até escorraçar do plenário, com a ajuda de seguranças, um colega seu, vereador do campo da oposição, preferiu aprovar o mais rápido possível o projeto de lei.

Enfim, apelamos para que o prefeito reabra o canal de negociação com os profissionais, antes de simplesmente sancionar a lei. O bom político sabe reconhecer o erro e desistir de uma determinada ação. Esperamos que isso ocorra neste caso.

Atenciosamente, Álvaro Quintão – presidente do Sindicato dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro.

Entidades recolherão denúncias sobre violência para enviar à ONU e à OIT

02/10/2013
As entidades Justiça Global e IDH estarão na assembleia da rede municipal, na sexta-feira (local e horário a confirmar) para recolher depoimentos sobre a violência e a repressão promovidas pelas forças de segurança do Estado nas últimas manifestações da categoria. Estas denúncias serão encaminhadas para a ONU e para a Organização Internacional do Trabalho.