sexta-feira, 30 de setembro de 2022

História do Bar Amarelinho da Cinelândia

 

Foto: Google Imagens

A história do Rio de Janeiro se mistura com a boêmia. Muito dos fatos mais importantes da memória da Cidade Maravilhosa começaram em mesas de bares e cafés. O Amarelinho da Cinelândia sintetiza essa ideia.

O Bar Amarelinho foi fundado em 1921, na Cinelândia, que na época, por abrigar teatros, cinemas que recebiam a elite carioca, era considerada “Broadway Brasileira”.

Cinelândia século XIX
Foto: Google Imagens

Entretanto, o nome, que caracteriza tão bem o lugar, nem sempre foi “Amarelinho”. O bar chegou a ser chamado de “Café Rivera”. De acordo com pesquisas do radialista e historiador Osmar Frazão, a mudança de nome se deu em decorrência da cor predominante das paredes externas do edifício.

Foto: Google Imagens

Entre muitas pessoas, dois espanhóis marcam a história do Amarelinho. O primeiro foi Francisco Serrador, empresário que investiu pesado na evolução da Cinelândia, instalando cinemas e teatros no local, possibilitando o crescimento também do bar.

O segundo espanhol fundamental para a história desse brasileiríssimo bar foi José Lorenzo Lemos, que depois de trabalhar por muito tempo como copeiro e garçom pelos restaurantes do Rio, se tornou, nos anos 1970, sócio do Bar Amarelinho e ajudou o estabelecimento a se reerguer em período difícil.

Nessa época, a badalada área da Cinelândia não passava por uma boa fase devido ao fechamento de muitos teatros e cinemas e às obras do metrô, que transformaram a histórica praça em um canteiro de entulhos e máquinas. Tudo isso reduziu o movimento.

Todavia, as coisas se acertaram e o Amarelinho voltou a respirar os ares dourados do passado. Passado marcado pela presença de muitos fatos e pessoas de suma importância para a história do Brasil.

Entre os assuntos que foram discutidos na mesa do mar e geraram grandes frutos estão a Semana de Arte Moderna, o início da Era Vargas, a luta pela igualdade racial e os movimentos nacionalistas no Brasil, a fundação do Partido Comunista nacional, entre muitos outros.

“AO REDOR DO BAR ESTÃO O THEATRO MUNICIPAL, A BIBLIOTECA NACIONAL, O CINEMA ODEON, A CÂMARA DOS VEREADORES E O CENTRO CULTURAL DA JUSTIÇA FEDERAL. O AMARELINHO DA CINELÂNDIA É UM DAQUELES BARES DO RIO DE JANEIRO QUE SEMPRE ESTÃO NOS LIVROS DE HISTÓRIA” OPINIÃO PUBLICADA NO SITE PATOTA CARIOCA.”

Quanto às pessoas, Oscar Niemeyer, Mário de Andrade, Joel Silveira, Vinicius de Moraes são só alguns dos célebres nomes que marcavam presença no Bar Amarelinho.

“O BAR AMARELINHO É UM LUGAR QUE TEM A CARA DO RIO: HISTÓRICO, DIVERTIDO, BEM LOCALIZADO. QUE BOM QUE ELE CONTINUA DE PÉ, PARA CONTINUAR PRODUZINDO RICAS MEMÓRIAS PARA NOSSA CIDADE E SERVINDO UM CHOPE GELADO” DESTACA O HISTORIADOR MAURÍCIO SANTOS.

Fonte: Internet

terça-feira, 26 de julho de 2022

Quem foi Daniella Perez, assassinada no auge de sua carreira como atriz na Globo

 Morta quando estava no ar em 'De Corpo e Alma', filha de Gloria Perez é lembrada na série 'Pacto Brutal', da HBO Max


Foto Foto: Reprodução/Twitter


A estreia de "Pacto Brutal", minissérie documental em cinco episódios sobre o assassinato de Daniella Perez que estreia nesta quinta-feira, joga luz sobre a vida da atriz e bailarina, que morreu aos 22 anos, em 28 de dezembro de 1992.

Seu corpo foi encontrado pela polícia, ao lado de seu carro, num matagal de uma então pouco adensada Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, com 18 perfurações, a maioria concentradas na região do coração. O relato de uma testemunha levou a polícia a Guilherme de Pádua, colega de elenco da vítima, e à mulher dele, Paula Thomaz.

Daniella era a filha primogênita de Gloria Perez, hoje uma autora consagrada de novelas na TV Globo. Nasceu no Rio de Janeiro, em agosto de 1970 e desde cedo mostrou talento para o balé. Tanto é que chegou a dançar profissionalmente na companhia da coreógrafa Carlota Portella.

Seu talento para a dança a levou à sua primeira participação especial na TV, bailando na abertura da novela "Kananga do Japão", da extinta Manchete, que foi ao ar no final dos anos 1980. Foi nos bastidores desse folhetim que ela conheceu Raul Gazolla, com quem se casaria em 1990.

Gloria Perez conta na série "Pacto Brutal" que aquela experiência a abriu para tentar a carreira de atriz. Em 1990 sua filha ganhou o seu primeiro papel de atriz, como coadjuvante na trama de "Barriga de Aluguel", da faixa das seis da tarde da Globo. O enredo contava com Claudia Abreu no papel de uma jovem que empresta o útero para gerar o filho do casal vivido por Cássia Kis e Victor Fasano.

Em "Barriga de Aluguel", escrita por sua mãe, Daniella Perez interpretava Clô, que era uma das dançarinas do Café Copacabana, onde parte da trama era encenada. Foi ali que começou a a amizade entre a atriz e Eri Johnson, com quem voltaria a contracenar dois anos depois, em "De Corpo e Alma". O ator seria um dos nomes mais ativos a dar declarações no desenrolar do assassinato da amiga.

Na época, Daniella Perez chegou a comentar o fato de atuar numa trama que tinha a sua mãe como autora. "No começo, o fato de estar em 'Barriga de Aluguel' me incomodava muito", disse ela à revista Amiga TV, em 1991. "Eu, que nunca tinha feito nada como atriz, achava que estava tirando o lugar de alguém que realmente tivesse talento."

Seu primeiro papel de destaque se daria no trabalho seguinte, "O Dono do Mundo", enredo de Gilberto Braga para o horário das oito. A história acompanhava um médico inescrupuloso, vivido por Antônio Fagundes, que tinha fixação na virginal Márcia, interpretada por Malu Mader.

Nessa novela, que foi ao ar em 1991, Daniella Perez vivia Yara, irmã mais nova de Stella, papel de Glória Pires, que, por sua vez era casada com o personagem de Fagundes. As duas irmãs eram filhas de um ricaço encarnado por Stênio Garcia.

Tanto ele quanto Daniella Perez, aliás, voltariam a repetir o papel de pai e filha na produção seguinte de ambos, que foi "De Corpo e Alma", no ar a partir de meados de 1992.

Com essa novela, Gloria Perez, discípula de Janete Clair, assumia a sua primeira trama das oito em voo solo na Globo. O enredo principal girava em torno de Paloma, que recebia o coração transplantado de outra mulher, Betina, grande amor de Diogo, papel de Tarcísio Meira. Os dois acabavam se apaixonando, numa narrativa que ainda tratava da ascensão dos góticos e do fenômeno dos clubes das mulheres, com strippers masculinos.

Daniella Perez não era a protagonista da trama escrita por sua mãe, mas fazia um papel de destaque e que caiu no gosto popular –Yasmin, jovem cheia de personalidade que vivia um romance com Caio, interpretado por Fábio Assunção, que por sua vez deixava os papéis teen para se consagrar como galã.

Yasmin, na trama, tinha um envolvimento com Bira, motorista de ônibus vivido pelo ator Guilherme de Pádua, iniciante em seus 22 anos, que fazia em "De Corpo e Alma" o seu primeiro grande trabalho na TV.

Na noite de 28 de dezembro de 1992, o corpo de Daniella Perez foi encontrado num matagal, atingido por cerca de 18 estocadas que feriram seus pulmões e o coração.

A polícia chegou até Guilherme de Pádua por causa de uma testemunha que teria visto o seu carro, com a chapa adulterada, na cena do crime, pouco antes de o corpo da atriz ter sido deixado ali. A Justiça concluiu que o ator e sua mulher armaram uma emboscada contra a vítima. Ambos foram condenados por homicídio qualificado a uma pena de pouco menos de 20 anos de prisão.

Há cinco anos, o ex-ator se tornou pastor da Igreja Batista da Lagoinha, em sua cidade natal, Belo Horizonte. Guilherme de Pádua concedeu poucas entrevistas sobre o caso, mas seu nome sempre reaparece por aí, como quando criou um canal no YouTube para falar de sua conversão religiosa. Numa de suas últimas aparições públicas, em 2020, foi às ruas num protesto pró-Bolsonaro.

Em 1993, quando foi ao ar a última gravação de Daniella Perez em "De Corpo e Alma", seus colegas de elenco quebraram a quarta parede para prestar homenagens, exibidas no fim do capítulo. E, quando a novela acabou de vez, em março daquele ano, mais uma vez exibiram um compilado de cenas da atriz.

"Pacto Brutal - O Assassinato de Daniella Perez"

Onde: Minissérie em cinco episódios disponíveis a partir de quinta (21), na HBO Max

Classificação: 16 anos

Produção: Brasil, 2022

Direção: Tatiana Issa e Guto Barra

domingo, 17 de julho de 2022

Príncipe de Astúrias: conheça a história do 'Titanic brasileiro', que naufragou na costa de Ilhabela, SP

 Transatlântico afundou em 1916, depois de bater em uma barreira de corais submersos da Ponta da Pirabura; dos 654 tripulantes, 477 morreram quando navio afundou. No entanto, número de corpos encontrados no litoral paulista originou suspeita de que refugiados clandestinos


Viajem inaugural do navio Príncipe de Astúrias, em 1914. — Foto: Acervo O Globo


Na madrugada do dia 5 de março de 1916, o transatlântico Príncipe de Astúrias passava pela costa de Ilhabela em direção ao Porto de Santos, no litoral paulista. Era uma segunda-feira de carnaval e os tripulantes dançavam marchinhas no salão de baile do navio, quando a embarcação mudou de direção e se chocou contra uma barreira de corais na Ponta da Pirabura. Assim começa o maior naufrágio de que se tem conhecimento na costa brasileira.

O navio foi construído em 1914, na Escócia, sob encomenda de uma companhia espanhola. O transatlântico contava com uma estrutura de duplo casco, assim como a utilizada no Titanic e por isso inspira comparações. Na época essa tecnologia era conhecida por ser segura e ajudar a tornar a viagem mais rápida.

O Príncipe das Astúrias operava de forma mista, levando tanto pessoas quanto cargas. A estrutura tinha três classes com diferentes acomodações, comportando 1.890 pessoas - entre tripulantes e passageiros.

“A rota de travessia do Atlântico durava cerca de 30 dias, saindo de Barcelona e escalando em Cadiz e Las Palmas na Espanha, Canárias, além do Rio de Janeiro e Santos, no Brasil, Montevidéu, no Uruguai, antes de chegar a Buenos Aires”, explica o historiador Fernando Alves.
O transatlântico chegou a concluir seis viagens entre Barcelona e Buenos Aires e estava na sétima travessia quando naufragou.


Hall de um dos andares do navio Príncipe de Astúrias — Foto: Acervo O Globo

Período histórico


“Durante esse período, houve um declínio da Europa, com desemprego, fome e miséria. Essa instabilidade política e social favoreceu o surgimento de regimes totalitários. Diante dessa questão é que se constata o número significativo de tripulantes no porão da embarcação, fugindo da Primeira Guerra Mundial”, conta o historiador.
Com a fuga da Europa, todas as classes dos navios na época saíam completamente cheias dos portos, porém, nem a capacidade total era suficiente para comportar todos que tentavam embarcar.

Oficialmente, em sua última viagem, o Príncipe de Astúrias transportava 654 passageiros. Entretanto, muitos estudiosos acreditam que havia pessoas viajando junto às cargas no porão, de forma clandestina, em uma tentativa desesperada para sair dos países em guerra.

Estima-se que no total, pelo menos 1 mil pessoas estavam no navio durante o naufrágio.

Cargas Misteriosas


Sendo um navio misto, todo o tipo de carga podia ser encontrada em seus porões, mas em sua última viagem, itens curiosos estavam sendo transportados.

Entre eles, 12 estátuas que haviam sido encomendadas pela Espanha para serem colocadas no Parque Palermo, em Bueno Aires, como parte do monumento “la Carta Magna y las Cuatro Regiones Argentinas” - inaugurado em comemoração aos 90 anos da independência da Argentina. As peças foram feitas de bronze e custaram 40 mil libras-ouro no total, um valor expressivo na época.


Estátua encontrada depois do naufrágio do navio Príncipe de Astúrias — Foto: Reprodução

Em 1990, uma das estátuas foi encontrada por mergulhadores e atualmente está exposta no Serviço de Documentação Geral da Marinha, no Primeiro Distrito Naval, no Rio de Janeiro. Das outras 11, somente pedaços foram recuperados.

Além das estátuas que têm registros oficiais, houve boatos de que 11 toneladas de ouro estariam sendo transportadas na embarcação, porém a suposta carga preciosa nunca teve uma comprovação.

Diário do Naufrágio


As quatro horas da manhã do dia cinco de março de 1916, 16 dias após sua partida de Barcelona, uma forte chuva caía no Litoral Norte, deixando a visibilidade extremamente baixa até mesmo para o experiente capitão José Lotina.


Capitão do navio Príncipe de Astúrias, José Lotina — Foto: Créditos: acervo/divulgação

Não houve outra alternativa a não ser mudar a rota que seguiam. Em vez de continuar em mar aberto em direção a cidade de Santos, fizeram um desvio para a parte rasa, sem saber que estavam entrando em uma área de corais.

Os tripulantes não tiveram tempo de fazer nada: o navio bateu contra a parte dos corais submersos da Ponta da Pirabura, na costa de Ilhabela, abrindo uma enorme fenda de pelo menos 40 metros no casco. O que aconteceu depois do impacto é incerto.

Sobreviventes chegaram a relatar que a água começou a invadir a sala de máquinas e duas das caldeiras explodiram. Muitas pessoas morreram de imediato e várias outras morreram ao serem tragadas para o fundo do mar, por causa da sucção gerada pela pressão. O corpo de José Lotina nunca foi encontrado, assim como o de seu primeiro oficial, Antônio Salazar Linas.

Depois da explosão, a embarcação se partiu em três pedaços e em menos de cinco minutos, o Príncipe de Astúrias estava completamente no fundo do mar.



Escada do navio príncipe de Astúrias — Foto: Acervo Globo

Resgate


Algum tempo depois do naufrágio, o navio inglês Vegas, que fazia a mesma rota em direção a Santos, percebeu que algo estava acontecendo próximo à costa de Ilhabela e se aproximou do local.

O transatlântico ajudou no resgate de alguns sobreviventes, que conseguiram nadar ou se seguraram em algum tipo de objeto até se salvarem. Além de sobreviventes, alguns corpos foram recolhidos do mar pela tripulação.

“Os corpos se espalharam pelo Litoral Norte e quando encontrados, foram enterrados nas praias. Cerca de 600 pessoas foram enterradas na praia da Serraria em Ilhabela e 300 em Castelhanos”, conta Fernando Alves sobre as vítimas do navio.

Além das praias da Serraria e Castelhanos, a Praia da Caveira, que antes não tinha esse nome, serviu de cemitério para as vítimas da tragédia. Até os dias de hoje, estes locais são cercados de lendas sobre o caso.


Ponta da Pirabura em Ilhabela, onde o navio Príncipe de Astúrias naufragou — Foto: Reprodução

 Entre os 654 passageiros registrados oficialmente , 477 morreram no naufrágio. Nunca foi provada a existência de hóspedes clandestinos, mas o número de sepulturas encontradas nas praias totalizam mais de mil, quantidade que não se encaixa no número total de pessoas que estavam a bordo do Príncipe das Astúrias.

Os destroços do navio estão a 30 metros de profundidade, ao lado da Ponta da Pirabura. Para não prejudicar a passagem de embarcações pelo local, em 1989 os pedaços restantes da embarcação foram dinamitados.

O mergulhador e arqueólogo marítimo, Jeannis Platon, realizou expedições durante 17 anos ao navio, em busca de relíquias perdidas em meio aos destroços.

Em uma entrevista concedida ao g1 em 2016, quando o naufrágio completou 100 anos, o mergulhador contou que o local onde os destroços se encontram é exposto a fortes correntes marítimas além de pouca visibilidade devido à movimentação da água que fica turva com a areia e com as partículas de ferrugem vindas das ferragens do navio.


Jornais da época divulgaram o maior naufrágio na costa brasileira — Foto: Reprodução/Blog Jeannis Platon

Algumas relíquias do transatlântico foram recuperadas pelos mergulhadores ao longo dos anos, além de artefatos encontrados na época do naufrágio por moradores da ilha. Talheres e pratos utilizados pelos hospedes a bordo e até mesmo bonecas de meninas que estavam viajando foram resgatados do fundo do mar.


Boneca encontrada entre as relíquias do navio Príncipe de Astúrias — Foto: Créditos: acervo Globo


Fonte: g1 Vale do Paraíba e Região

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Os benefícios surpreendentes dos dedos enrugados na água

 Estudos apontam que os seres humanos podem ter evoluído para enrugar os dedos das mãos e dos pés, em algum momento da história.


Até agora, foi encontrado apenas um outro primata com dedos que ficam enrugados quando mergulhados na água: o macaco-japonês — Foto: Getty Images via BBC


A pele da ponta dos nossos dedos fica enrugada como uma ameixa seca quando os mergulhamos por alguns minutos na água. Seria uma adaptação evolutiva? E o que isso pode revelar sobre a nossa saúde hoje em dia?

Basta ficar mais que alguns minutos mergulhado em uma banheira ou nadando em uma piscina para que os nossos dedos passem por uma transformação dramática. Onde antes havia as delicadas espirais da epiderme levemente ondulada, agora temos dobras inchadas de pele feia e enrugada.

Essa impressionante mudança é familiar, mas também desconcertante. Afinal, apenas a pele dos dedos das mãos e dos pés fica enrugada quando imersa na água, enquanto outras partes do corpo, como os antebraços, o tórax, as pernas e o rosto, permanecem com a mesma aparência de antes de serem submersos.

Esse enrugamento da pele dos dedos causado pela água foi objeto de pesquisa dos cientistas por décadas. A maioria deles não entendia o que gerava esse fenômeno. Até agora.

Recentemente, pesquisadores encontraram novas respostas sobre a causa e o possível propósito desse processo.

Mas talvez o mais intrigante ainda seja o que os dedos enrugados podem revelar sobre a nossa saúde.

O mecanismo


Leva cerca de 3,5 minutos em água morna — a temperatura considerada ideal é 40 °C — para que as pontas dos nossos dedos comecem a se enrugar. Já em temperaturas mais baixas, de cerca de 20 °C, pode levar até 10 minutos. Mas a maioria dos estudos concluiu que são necessários cerca de 30 minutos na água para atingir o enrugamento máximo.

Costumava-se acreditar que o enrugamento da ponta dos dedos fosse uma reação passiva, na qual as camadas superiores da pele inchavam enquanto a água invadia as células em um processo conhecido como osmose. Nele, as moléculas de água movem-se através de uma membrana para equalizar a concentração das soluções de cada lado.

Mas, em 1935, cientistas suspeitaram que o processo deveria ser mais complexo. Foi quando médicos que estudavam pacientes lesionados que haviam rompido o nervo mediano — um dos principais nervos que correm pelo braço até a mão — descobriram que seus dedos não se enrugavam.

Entre outras funções, o nervo mediano ajuda a controlar as chamadas atividades simpáticas (do sistema nervoso simpático), como o suor e a constrição dos vasos sanguíneos. Essa descoberta sugeriu que o enrugamento das pontas dos dedos induzido pela água, na verdade, é controlado pelo sistema nervoso.

Estudos médicos posteriores nos anos 1970 forneceram mais evidências sobre esse processo e propuseram a imersão das mãos na água como um experimento para determinar lesões nervosas que possam afetar a regulagem de processos inconscientes, como o fluxo sanguíneo.

Até que, em 2003, os neurologistas Einar Wilder-Smith e Adeline Chow, que na época trabalhavam no Hospital da Universidade Nacional de Singapura, mediram a circulação sanguínea nas mãos de voluntários enquanto as mergulhavam na água. 

Eles concluíram que, à medida que a pele das pontas dos dedos dos voluntários começava a enrugar-se, havia uma queda significativa do fluxo sanguíneo nos dedos.

E, ao aplicar um creme anestésico local que causava a constrição temporária dos vasos sanguíneos dos dedos de voluntários saudáveis, os médicos concluíram que ele produzia níveis de enrugamento similares à imersão na água.

"Isso faz sentido quando você olha para os seus dedos enrugados", afirma Nick Davis, neurocientista e psicólogo da Universidade Metropolitana de Manchester, no Reino Unido, que estudou o enrugamento da ponta dos dedos. "As almofadas dos dedos ficam pálidas porque o fluxo sanguíneo está sendo restringido na superfície."

Wilder-Smith e seus colegas imaginaram que, quando as mãos são imersas na água, os dutos de suor nos nossos dedos se abrem para permitir a entrada de água, o que gera desequilíbrio dos sais da pele. 

Essa alteração dos sais aciona as fibras nervosas dos dedos, causando a constrição dos vasos sanguíneos em volta dos dutos de suor. Isso, por sua vez, causa perda de volume na região carnosa da ponta do dedo, que puxa para baixo a pele da superfície que então se distorce, criando rugas.

O padrão das rugas depende da forma em que a camada mais exterior da pele — a epiderme — é fixada às camadas abaixo dela.

Também surgiram indicações de que as camadas externas da pele podem inchar um pouco para aumentar a formação de rugas. Mas, somente por osmose, nossa pele precisaria inchar em cerca de 20% para atingir as rugas que vemos os nossos dedos, o que as aumentaria de forma descomunal.

O que ocorre é que, quando as camadas superiores da pele ficam levemente inchadas e os níveis inferiores se contraem ao mesmo tempo, as rugas ficam pronunciadas com muito mais rapidez, segundo Pablo Saez Viñas, engenheiro de biomecânica da Universidade Técnica da Catalunha, na Espanha, que usou modelos computadorizados para examinar o mecanismo.

"Você precisa dos dois fatores para ter níveis normais de enrugamento", segundo ele. "Se você não tiver essa reação neurológica, como acontece em alguns indivíduos, as rugas não aparecem."

Mas, se o enrugamento é controlado pelos nossos nervos, isso significa que o nosso corpo reage ativamente à imersão em água.

"O que quer dizer que isso acontece por alguma razão", segundo Davis. "E que pode estar nos dando alguma vantagem."

Vantagem


Uma pergunta de um dos seus filhos na hora do banho — por que os dedos ficam enrugados — levou Davis a pesquisar recentemente qual poderia ser essa vantagem.

Com a ajuda de 500 voluntários que visitaram o Museu de Ciências de Londres em 2020, Davis mediu quanta força era necessária para que eles segurassem um objeto de plástico.

Talvez conforme o esperado, aqueles que estavam com as mãos secas e sem rugas precisaram usar menos força que as pessoas com as mãos molhadas - logo, sua aderência sobre o objeto era melhor.

Mas, quando eles mergulharam suas mãos na água por alguns minutos para que suas mãos ficassem enrugadas, a força de preensão necessária caiu entre os dois grupos, mesmo se as suas mãos ainda estivessem molhadas.

"O resultado foi surpreendentemente claro", explica Davis. "As rugas aumentaram a fricção entre os dedos e o objeto. O que foi particularmente interessante é que os nossos dedos são sensíveis a essa mudança da fricção superficial e nós usamos essa informação para aplicar menos força para segurar um objeto com segurança."

O objeto que os voluntários de Davis estavam segurando pesava menos que um par de moedas, de forma que a aderência necessária era pequena. Mas, para realizar tarefas mais difíceis em ambientes úmidos, essa diferença de fricção pode ganhar importância.

"Se você não precisa pressionar um objeto com tanta força para segurá-lo, os músculos das suas mãos ficam menos cansados e você pode segurar por mais tempo", explica ele.

Suas descobertas coincidem com as de outros pesquisadores que descobriram que o enrugamento das pontas dos nossos dedos facilita o manuseio de objetos molhados.

Em 2013, uma equipe de neurocientistas da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, pediu aos voluntários que transferissem bolas de gude de diversos tamanhos e pesos de pesca de um recipiente para outro. Em um dos casos, os objetos estavam secos e, no outro, eles estavam no fundo de um recipiente cheio de água.

Os participantes levaram 17% mais tempo para transferir os objetos submersos com dedos sem rugas que os objetos secos. Mas, quando seus dedos ficaram enrugados, eles conseguiram transferir as bolinhas e os pesos submersos 12% mais rápido que com seus dedos molhados e não enrugados. Interessante notar que não houve diferença na transferência dos objetos secos com dedos enrugados ou sem rugas.

Alguns cientistas sugeriram que as rugas nas pontas dos nossos dedos podem funcionar como as bandas de chuva dos pneus ou como as solas dos sapatos. Os canais produzidos pelas rugas ajudam a retirar a água do ponto de contato entre os dedos e o objeto.

Isso indica que os seres humanos podem ter evoluído para enrugar os dedos das mãos e dos pés em algum momento da história para nos ajudar a segurar objetos e andar sobre superfícies úmidas.

"Como as rugas parecem fornecer melhor aderência debaixo d'água, eu consideraria alguma relação com a locomoção em condições muito úmidas ou possivelmente com o manuseio de objetos debaixo d'água", afirma Tom Smulders, neurocientista evolutivo da Universidade de Newcastle, que liderou o estudo de 2013.

As rugas podem ter dado aos nossos ancestrais uma vantagem fundamental para andar sobre pedras molhadas ou segurar-se em galhos, por exemplo. Ou pode ter nos ajudado a pegar ou coletar alimentos como mariscos.

"No segundo caso, isso indicaria que é algo exclusivo dos seres humanos, mas, no primeiro caso, esperaríamos que isso acontecesse também em outros primatas", afirma Smulders.

Ainda não foi observado enrugamento dos dedos nos nossos parentes primatas mais próximos, como os chimpanzés, mas já se verificou que os dedos dos macacos-japoneses — conhecidos por ficarem por longos períodos na água quente — também ficam enrugados depois de submersos na água.

Mas a falta de evidências em outros primatas não significa que o enrugamento não acontece. Pode ser simplesmente que ninguém ainda tenha observado o suficiente, segundo Smulders. Na verdade, "nós ainda não sabemos a resposta a essa pergunta."


Existem outras indicações interessantes sobre quando essa adaptação pode ter aparecido na nossa espécie. O enrugamento da ponta dos dedos é menos pronunciado na água salgada e leva mais tempo para aparecer que na água doce, por exemplo.

Isso provavelmente acontece porque a variação do nível de sal entre a pele e o ambiente ao seu redor é menor na água salgada, de forma que o desequilíbrio de sal que aciona as fibras nervosas é menos acentuado.

Por isso, essa adaptação pode ter ajudado nossos ancestrais a viver em ambientes de água doce e não ao longo do litoral.

Mas não há respostas definitivas e algumas pessoas acreditam que essa reação fisiológica pode ser apenas uma coincidência, sem função adaptativa.

Fonte: G1 Saúde/BBC

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Agora a Nasa vem: Fusca Duas Caras faz brasileiro sempre andar para frente

Para a frente é que se anda, diz o velho ditado. Esse é exatamente o conceito de um Volkswagen Fusca transformado, que traz duas dianteiras e quatro portas e pertence a um colecionador anônimo de Balneário Camboriú (SC).

Construído em uma oficina de Poços de Caldas (MG), o Fusca Duas Caras intriga motoristas e é mais um exemplo da criatividade sem limites dos brasileiros, que merece ser estudada por cientistas da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos.


Imagem: Arquivo pessoal

O projeto foi feito sob encomenda e combinou a carroceria de um Fusca 1974 com a carcaça de um doador. Sua construção foi concluída em julho do ano passado, após cerca de oito meses de muito trabalho.

Quem conta os detalhes é David Junio Wiermann, 42 anos, sócio de José de Almeida Wiermann, 72, seu pai, na oficina Wiermann Garage - especializada na transformação de Fuscas e na restauração de VW Kombis para exportação.

"Nosso cliente viu um carro similar no Brasil e fez a encomenda conosco. Meu pai comandou a execução de todo o projeto", diz David.

Ele explica que o veículo, basicamente, reproduz na parte traseira a frente, de forma simétrica.

Traseira da cabine tem painel e volante 'fake'


Um dos lados da cabine tem volante, painel e alavanca de câmbio, mas itens estão desconectados
Imagem: Arquivo pessoal


A dianteira "falsa" contém o motor e o câmbio, como no Fusca de fábrica. Os faróis na parte de trás, por sua vez, têm lâmpada vermelha, assumindo a função que seria das lanternas.

"O carro anda normalmente em um lado, enquanto na outra extremidade do cockpit é tudo falso", revela David Wiermann.

Ou seja: apenas a dianteira original traz pedais, enquanto a "fake" repete painel, volante e alavanca de câmbio, cujo papel é estritamente estético nesse lado do veículo.

Ao mesmo tempo, cada dupla de bancos é voltada para o respectivo para-brisa, que tem limpadores nos dois lados - embora em apenas um os equipamentos sejam funcionais.

Interior do Fusca Duas Caras tem dois pares de bancos contrapostos e voltados para os dois para-brisas
Imagem: Arquivo pessoal


David destaca que o maior desafio dessa adaptação foi adequar todos os comandos ao alongamento do chassi - o comprimento do Fusca Duas Caras foi ampliado em cerca de 90 cm, enquanto propulsor e transmissão continuaram na parte de trás.

"Cabos de acelerador, freio de mão e embreagem, além do varão do câmbio e das tubulações de freio, também tiveram de ser alongados".

Ele acrescenta que o carro não teve a respectiva documentação alterada após as modificações, algo necessário para rodar em vias públicas, pois trata-se de um veículo feito para exposições.

Fusca com motor dianteiro? Propulsor e câmbio permanecem na traseira, só que 'disfarçada' de frente
Imagem: Arquivo pessoal


"Mesmo assim, fizemos o necessário para preservar a dirigibilidade normal".


UOL

Vejam mais fotos

Imagem: Arquivo pessoal

Imagem: Arquivo pessoal

Imagem: Arquivo pessoal

Imagem: Arquivo pessoal

Imagem: Arquivo pessoal

Imagem: Arquivo pessoal

Imagem: Arquivo pessoal

Imagem: Arquivo pessoal


quinta-feira, 19 de maio de 2022

Garrafas pet com água no portão. Você sabe para que serve?

 Se você passou por algum lugar e viu garrafas pets com água na calçada ou na frente do portão de residências não se assuste. Não se trata de simpatia ou coisa do tipo.


“Queria saber porque em algumas casas aqui no bairro alguns donos colocam essas garrafas no portão?" 

Esse foi o questionamento de um membro do grupo "Lá no Jurunas" sobre o uso do material pet cheio de água em frente a residências.

A curiosidade existe pelo fato de muitos moradores de Belém estarem aderindo a ideia como forma de proteção para calçadas e portões.

Umas das explicações dadas é que com a garrafa, animais como cães e gatos se afastem assim que percebam o objeto que reflete sua própria imagem.


Foto internet


Ao se aproximar do portão protegido pela garrafa o cão vê refletida sua imagem e se afasta. Por isso tem que ser garrafa transparente", comentou um dos membros do grupo.

Foto internet


Brincadeiras à parte, a resposta de outros membros não foge da ideia exposta anteriormente. 

Veja:

No entanto, apesar de muita gente garantir que o artifício dá certo, não existe comprovação científica da eficiência do método para afastar os animais e impedir que eles façam suas necessidades fisiológicas nas calçadas e portões.

Foto internet



quinta-feira, 12 de maio de 2022

Trabalhadora de supermercado revela estratégia sorrateira para se ‘vingar’ de clientes ‘grosseiros’

 Uma maneira sorrateira que os caixas podem se vingar de clientes “grosseiros”.


Imagem Ilustrativa (Reprodução Freepik - gpointstudio


Uma funcionária de um supermercado gerou polêmica depois de revelar “brincando” uma maneira sorrateira que os caixas podem se vingar de clientes “grosseiros”.

Compartilhando no TikTok, a trabalhadora postou imagens de si mesma pressionando as balanças de produtos no caixa, como detalhado pelo site 7NEWS.

A usuária do TikTok escreveu: “colocando minha mão na balança para adicionar peso extra às frutas e vegetais dos clientes rudes”.

Na legenda, a trabalhadora esclareceu: “Por questões legais, isso é uma piada”.

Segundo o site, um porta-voz da rede Woolworths disse que o supermercado está “analisando as circunstâncias” em torno do TikTok.

Mas, embora a usuária do TikTok não quisesse que seu vídeo fosse levado a sério, muitos funcionários do varejo admitiram realizar o ato.

Ainda de acordo com as informações, um porta-voz da rede de supermercado disse que o estabelecimento estava “preocupado” com o vídeo.

“Definimos posições claras para os membros de nossa equipe por meio de nosso Código de Conduta”, disse o porta-voz.

“Estamos preocupados em ver isso e analisaremos as circunstâncias em torno deste vídeo.”

Texto com informações do site 7NEWS

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Idade de Tony Tornado impressiona público após apresentação no 'Caldeirão'

 

Imagem Reprodução Globo

Tony Tornado foi uma das atrações do "Caldeirão" exibido hoje pela TV Globo. O cantor emocionou o apresentador Marcos Mion durante a apresentação, mas um detalhe chamou a atenção do público. 

Após a apresentação, Mion destacou que o cantor já completou 91 anos. A informação impressionou as pessoas que acompanham o programa. 

"O homem está conservadíssimo", afirmou uma das pessoas que acompanharam o programa em postagem no Twitter. "Está mais inteiro do que eu com 29 anos", brincou outra na sequência. 

"Eu vejo muita luta e história olhando para você. Dar este espaço para você é mais do que uma honra. É uma obrigação", reforçou Mion ao homenagear o convidado.


quarta-feira, 13 de abril de 2022

Fique atento! Veja 10 sinais que podem indicar o começo de um câncer

Apesar de boa parte dos tumores não apresentar sintomas, mudanças no organismo devem ser investigadas para permitir o diagnóstico precoce

O câncer é uma doença cada vez mais comum, e quanto mais cedo for diagnosticado, maiores são as chances de o paciente se recuperar. Apesar de alguns tumores não apresentarem qualquer sintoma, o surgimento de um câncer pode causar mudanças no organismo.

Estar atento ao corpo é muito importante para a saúde como um todo e, em caso de câncer, é essencial para que seja feito um diagnóstico precoce. Veja 10 sintomas simples, mas que não devem ser ignorados:

1-  Perda de peso sem motivo

Emagrecer sem dieta, exercício ou explicação pode ser um dos primeiros sintomas de vários tipos de câncer, como de pâncreas, estômago, pulmão e esôfago.

2 – Inchaços e caroços que aparecem do nada

Qualquer mudança de textura na pele que surja sem motivo e não desapareça, principalmente no pescoço, axila, virilha, estômago, colo, seios e testículos, pode ser um sinal de crescimento de tumores.

3 – Tosse persistente

Apesar de ser um sintoma que pode ser confundido com muitas doenças (inclusive com a Covid-19), se a tosse durar mais de quatro semanas, é importante investigar com um médico para entender suas causas. Se a tosse for acompanhada de sangue e falta de ar, pode ser um sinal de câncer de pulmão.

4 – Mudanças em pintas

Mudanças no tamanho, formato ou cor de pintas que já existem devem acender um alerta — manchas que sangram, parecem cheias de líquido, ou que estejam descascando, precisam ser checadas por um dermatologista.

5 – Sangue na urina ou fezes

Pode ser um dos sinais de câncer de bexiga, rins ou de intestino. O sintoma, combinado com qualquer mudança na frequência das idas ao banheiro, ou constipação/diarreia além do normal, é uma indicação da necessidade de procurar um médico.

6 – Dor, vazamento ou dificuldades para urinar

Qualquer dificuldade na hora de urinar, incluindo vontade urgente no meio da noite ou dor, deve ser investigada. Em homens, os sinais podem ser indicativos de câncer de próstata. Outros sintomas que merecem atenção são dificuldade de ereção, dor no reto e na região lombar.

7 – Dor inesperada

Alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando dor. Dores que são inesperadas, durem mais de quatro semanas, ou que seja intermitente, podem ser um sinal do desenvolvimento de câncer.

8 – Azia recorrente e forte

Casos de azia que acontecem com frequência, resultam em dor e demoram a passar podem indicar uma série de doenças, inclusive câncer de estômago ou garganta.

9 – Dificuldade para engolir

A sensação de uma bola na garganta, que dificulta a deglutição, é um dos principais sintomas de câncer de esôfago.

10 – Suor noturno forte

O sinal pode estar associado a linfomas, um tipo de câncer no sistema linfático.

sexta-feira, 25 de março de 2022

Crise dos 5 ou 6 meses do bebê

 

Foto: Internet

Saiba como lidar com a crise da formação do triângulo familiar que afeta os bebês


Uma das crises pelas quais o bebê passa ocorre por volta dos cinco ou seis meses de vida e se chama crise da formação do triângulo familiar. “Desde seu nascimento, mãe e filho relacionam-se como um só indivíduo, permanecendo esta relação chamada de ‘simbiótica’. A partir do terceiro mês, o bebê diferencia os rostos, mas ainda não é capaz de reconhecer que a mãe é diferente dele próprio. O triângulo familiar surge quando a criança reconhece que não é mais um ser unido à mãe, existindo, a partir desse momento, um terceiro que também cuida dela e a ama: o papai”, explica a médica de família Ana Paula Lemes Martins Marcolino, membro da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC).

Esta nova percepção pode causar algumas mudanças no comportamento do bebê. “Após essa formação diferente, o bebê começa a sentir-se ansioso, como se tivesse medo de não mais voltar a ser unido à mãe, e pode tornar-se choroso e angustiado”, afirma Marcolino.

Porém, não é preciso ficar preocupada, essa crise faz parte do crescimento psíquico do bebê. “Pelo contrário: é extremamente saudável. A criança pode apresentar uns sintomas de que está se ajustando a essa nova forma de ver o mundo: apresenta choro, pode dormir um pouco mal, querer ficar mais no colo da mãe, ao mesmo tempo que procura o pai. Talvez apresente até sintomas físicos como um resfriado comum”, diz Marcolino.

Como lidar com a crise


Primeiro, é preciso saber que essa crise é normal e que vai passar. “Quanto melhor os pais lidarem com essas fases, melhor desenvolvimento psíquico a criança terá. Agir com naturalidade, oferecer amor através de gestos e oferecer tempo à criança, procurando o casal compartilhar os momentos. Deixar o afago e o carinho apenas à mãe pode não ajudar tanto”, explica Marcolino.

A atitude da mãe nesta fase é muito importante. “Neste momento a mãe passa a sentir-se menos ligada simbioticamente ao bebê e necessita dar o espaço a esse terceiro, geralmente o pai, na relação mãe-bebê”, orienta Marcolino.

A duração da crise é individual, pois cada ser humano é único, quanto melhor foi o desenrolar, mais rápida e tranquila será. A maioria demora de três a seis semanas.

quinta-feira, 24 de março de 2022

Como fazer ventilador gelar: uma ótima solução para quem quer economizar na conta de luz e manter o ambiente refrescante

 Com produtos caseiros é possível manter o ambiente fresco mesmo no verão


Fonte: Canva Pro


Com o verão surge também aquele calorão que torna quase impossível ficar em casa sem um aparelho para amenizar a temperatura. Todavia, você pode refrigerar o ambiente usando apenas aquele ventilador comum que tem em casa. Quer saber como? Continue aqui, e aprenda como fazer ventilador gelar de uma forma incrivelmente prática.

Antes de tudo, por vivermos em um país de clima tropical, o calor é uma realidade constante em praticamente todo o Brasil. Portanto, utilizar métodos que reduzam as temperaturas, sobretudo saber como fazer ventilador gelar, são atitudes bastante eficazes para garantir o bem-estar.

Como fazer ventilador gelar


Fonte: Canva Pro


De modo geral, não há nenhum segredo quando o assunto é climatizar o ambiente apenas com um ventilador convencional. Contudo, para aplicar a técnica que trouxemos, serão necessárias duas garrafas pet (500 ml), presilhas ou fios de arame e cubos de gelo. Uma vez reunidos esses itens, basta seguir o passo a passo descrito abaixo para descobrir como fazer:

Em primeiro lugar, corte o fundo das duas garrafas e retire seus rótulos;
Em seguida, com o auxílio de um ferro quente, faça furos em volta da garrafa, preservando a parte do gargalo;
Depois, amarre as duas garrafas na parte traseira do ventilador, uma em cada lado do motor. Para isso, use as presilhas de plásticos ou fios de arame;
Uma vez que as garrafas estiverem seguramente fixadas, encha-as com os cubos de gelo;
Por fim, basta ligar o aparelho e aproveitar a brisa suave e geladinha que virá dele.

Saber como fazer ventilador gelar é mais simples do que você imaginava, não era? Agora, coloque em prática essa ideia e garanta suas noites de sono e tardes mais tranquilas em casa.

Como funciona o mecanismo


Resumidamente, o aparelho foi projetado para que suas pás “puxem” o ar do ambiente e criam uma corrente de vento com ele. Nesse sentido, as hélices lançam vento com a mesma temperatura do ambiente.

Partindo desse princípio, se o ar próximo às hélices é resfriado pelo gelo nas garrafas, consequentemente, o vento lançado no ambiente será gelado. Por último, agora que você sabe como fazer ventilador gelar, lembre-se de verificar as garrafas e esvaziá-las sempre que o gelo derreter. No mais, garanta o frescor e bem-estar na sua casa.

Folha Go

sábado, 19 de março de 2022

Cachorro surdo inventa uma forma própria de latir e encanta a internet

 Apesar de não fazer um som, Reese parece orgulhosa por ter descoberto uma maneira de chamar a atenção de seus tutores.


A família de Samantha adotou Reese há cerca de um mês e descobriu que ela era surda porque ela não respondia quando chamada (Foto: Instagram/Roxx.And.Reese)


Reese foi adotada no início de janeiro, por Samantha Ramos e seu marido. Embora eles tivessem experiência em criar seu outro cachorro, Roxx, ficou claro desde cedo que com Reese não seria a mesma coisa.

“Ela não parecia reagir a nada do que eu estava dizendo”, disse Ramos ao The Dodo. “Nós suspeitávamos que ela era surda. Eu a levei ao veterinário, e o veterinário a confirmou”.

Ramos ficou mais do que feliz em ajustar sua abordagem para acomodar a falta de audição do novo cachorrinho. Mas, quando se trata do básico de ser um cão, a doce Reese já ensinou a si mesma alguns truques únicos dela.

Certo dia, Samantha estava em casa com Reese e Roxx quando os dois cachorros começaram a brincar juntos. Roxx começou a ladrar amigavelmente para sua irmã mais nova – e Reese respondeu. A única diferença é que ela não fez realmente um som. Assim, a mulher decidiu fazer um vídeo mostrando o latido silencioso que Reese inventou.


Vídeo: TikTok


Apesar de não fazer um som, ela parece orgulhosa por ter descoberto uma maneira de chamar a atenção. Embora isso por si só seja uma grande conquista, o pequeno cachorrinho não parou de aprender. “Agora, ela aprendeu como realmente latir, mas ela vai e vem entre seu latido silencioso e seu latido alto”, disse Samantha.

Viralizou

O vídeo que Samantha gravou de Reese acabou parando no TikTok, e viralizou no mundo todo. Este vídeo sozinho teve mais de 7 milhões de curtidas e cerca de 32 milhões de visualizações. Desde então, os internautas têm acompanhado o desenvolvimento de Reese e sua irmã mais velha, Roxx.

Tribuna de Jundiaí 

sexta-feira, 18 de março de 2022

Evite: 11 alimentos não recomendados para cachorros

 A alimentação do melhor amigo do homem não pode ser igual a dos humanos. Por isso, veja 11 alimentos que não são recomendados para cachorros.



Google Imagens



Uma grande dificuldade enfrentada pelo tutor de animal é negar alimentos para o seu cachorro. Contudo, essa ação é totalmente necessária para garantir a saúde do canino. Para auxiliar no processo de alimentação, confira 11 alimentos que não são recomendados para cachorros.

Além de dar banho, ter cuidados com a higiene do pet e levar de forma contínua ao veterinário, é preciso prestar atenção ao que o seu amigo anda comendo.

Confira 11 alimentos não recomendados para cachorros

1-Chocolate: o alimento possui cafeína e doce tem teobromina, substância encontrada no cacau que causa intoxicação nos animais;

2-Café: a cafeína é realmente prejudicial para o seu amigo, já que atua diretamente no sistema nervoso do animal. Com isso, pode causar hiperatividade e até tremores;

3-Abacate: a substância maléfica tem nome de persina. A toxina pode causar problemas intestinais, como diarreias e vômitos nos animais;

4-Leite e derivados: é um alimento que é recomendável evitar, pois há animais com intolerância à lactose, podendo gerar vômitos, problemas de estômago e diarreia;

5-Frutas cítricas: frutas mais ácidas causam problemas digestivos e, por isso, devem ser evitadas;

6-Macadâmia: o consumo desse alimento pode fazer o seu pet sofrer com fraqueza muscular, depressão e vômito;

7-Uvas: possuem componentes tóxicos para esses animais, causando falência renal no cachorro;

8-Cebola: o tempero possui dissulfeto de n-propil, que pode reduzir a capacidade do corpo do seu cão de transportar oxigênio pelo corpo, deixando-o mais fraco;

9-Alho: esse alimento possui o tiossulfato, que faz com que ele se torne um ingrediente proibido aos cães, pois faz o seu pet ficar anêmico;

10-Alimentos gordurosos: alimentos fritos e gordurosos, como o pastel e a pizza, podem gerar pancreatite no animal;

11-Doces em geral: esse item é bom evitar, pois pode acarretar diabetes ao animal.

Dessa forma, a recomendação é que a alimentação do pet seja à base de uma boa ração e carne ferventada sem temperos, favorecendo uma dieta saudável ao animal. Não se esqueça de marcar uma consulta com o veterinário para verificar como anda a saúde do seu pet.